A Secretaria de Saúde de Magé confirmou o afastamento da médica responsável pelo atendimento de uma gestante que ficou oito horas esperando para ser submetida a procedimento de parto, fato ocorrido na última sexta-feira (1) na Maternidade Municipal de Piabetá. Ela deu à luz uma menina, que acabou morrendo horas depois em uma unidade particular em Duque de Caxias, segundo laudo divulgado em primeira mão pelo portal informage.news, por traumatismo craniano encefálico. A secretaria confirmou ainda que abriu uma sindicância interna e que dará toda assistência à família. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá convocar para prestar esclarecimentos os profissionais que participaram do atendimento a Rafaela Amorim de Carvalho, mãe de Sophia, bebê que ela nem chegou a ter nos braços. Agora a pouco o prefeito Rafael Santos de Souza afirmou que "tudo será apurado pela Secretaria de Saúde" e que "todas as providências que se fizerem necessárias serão tomadas".

De acordo com relatos de Rafaela ao informage.news, ela chegou à maternidade por volta das 3h de sexta-feira, foi atendida, mas ouviu que deveria ficar esperando para um atendimento mais completo e quando isto aconteceu foi informada de que teria de aguardar pelo aumento da dilatação. Segundo ela, antes de deixar o plantão, por volta das 8h, um médico foi vê-la, repetindo a mesma coisa: esperar por mais dilatação. Ela relatou ainda que só voltou a ser atendida lá pelas 10h por um médica, cujo nome não soube dizer.

Rafaela revelou também que o parto – marcado por dificuldades – só teria ocorrido mais de duas horas depois, com a criança tendo sido tirada por outro profissional, o médico José de Moura que, contou Rafaela, afirmou que foi necessário fazer uma manobra, pois a criança estava agarrada pelo ombro no canal.

Segundo ela, a equipe lhe disse que a criança estava bem, mas que teria quebrado ou deslocado um braço. Ainda segundo Solange, durante o pré-natal foi aventada a possibilidade de uma cesariana, pois o bebê era muito grande e não estava na parte de cima do útero. A mãe afirmou ainda que quando o bebê nasceu estava todo roxo, não respirava, tendo sido removido para o Hospital Daniel Lipp numa viatura Corpo de Bombeiros preparada para transferência de recém-nascidos.

 

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