Presidente diz que "não está dando certo"

 

Depois de mais de três meses de trapalhadas, enfim o ministro da Educação deverá ser exonerado na próxima segunda-feira. A última tentativa feita pelo colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Vélez para manter-se no cargo  aconteceu está semana, quando ele prometeu revisar os livros de história para negar que houve um golpe militar em 1964 e que o pais não viveu 20 anos de ditadura, com direito a tortura e assassinatos. O anúncio da revisão não agradou os militares e deixou Vélez em situação ainda mais delicada. Nesta sexta-feira (5), o presidente Jair Bolsonaro indicou que a saída do ministro pode acontecer no primeiro dia útil da próxima semana. "Está bastante claro que não está dando certo. Ele é bacana e honesto, mas está faltando gestão, que é coisa importantíssima", disse Bolsonaro  em um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto.

O presidente foi mais firme ainda no encontro com jornalistas ao afirmar: "Até segunda, vai ser resolvido, ninguém mais vai reclamar. Vélez é boa pessoa. Quem vai decidir sou eu. Segunda é o dia do fico ou não fico".

Embora bastante desgastado e sem força suficiente para manter no Ministério assessores que ele próprio nomeou, Ricardo Vélez voltou a dizer que não entregará o cargo, mas isto pouco importa, já que a decisão de ficar ou não não será tomada por ele.

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