Preso e renovação antecipada da concessão do serviço serão analisados pela Alerj

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a apurar a distribuição do gás no estado do Rio de Janeiro deve ser instalada até o fim desta semana. A CPI pretende fazer um levantamento geral das condições de atuação das duas distribuidoras de gás natural no estado, a Ceg e a Ceg Rio, que pertencem ao grupo Naturgy. Entre os objetivos da comissão, estão: a análise da renovação da concessão da empresa e o preço do gás vendido no estado, além do próprio serviço de distribuição.

São 74 municípios fluminenses atendidos por uma rede de distribuição de mais de 7 mil quilômetros. As duas companhias do estado têm o contrato regido sob a Nova Política Modalidade Firme Renegociado, em vigor desde 2016, com preços mais elevados do que no regime anterior. Dados do Ministério de Minas e Energia (MME), referentes a fevereiro, mostram que para o consumo industrial, acima de 20 mil m³/dia, a Ceg repassou valor de US$ 16,01 por milhão de BTU, enquanto a Ceg Rio, US$ 15,30/milhão de BTU.

Para o segmento residencial, o preço praticado, respectivamente, foi de US$ 40,73/milhão de BTU e de US$ 31,07/milhão de BTU. No comercial, a Ceg tem o valor mais caro do país, com US$ 33,75/milhão de BTU, ao passo que a Ceg Rio repassa US$ 21,47/milhão de BTU. Já para o consumo automotivo, os preços praticados foram de US$ 11,23/milhão de BTU, praticado pela da Ceg, e de US$ 11,04/milhão de BTU repassados pela Ceg Rio.

Relatório divulgado pela Firjan constatou que, em dois anos, o preço do insumo para a indústria, acumulou alta de 98%, representando um custo de R$ 1,6 bilhão para o consumo industrial.  Autor da CPI, o deputado Max Lemos (MDB) chama a atenção para o fato de  o estado do Rio concentrar aproximadamente a metade da produção nacional e ter o que considera um dos preços mais elevados do país.

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