O Juízo da Vara Única de Porto Real – cidade do interior do estado do Rio de Janeiro – determinou a prisão de Adriano Serfiotis (foto), denunciado pelo Ministério Público por supostamente ter tentado extorquir o prefeito Ailton Marques em R$ 2 milhões, inclusive com o uso de armas. São acusados ainda Halysson Guilber Muri de Freitas, Michael Cardoso Santana e Rodrigo Costa Caldeira, todos com prisão decretada. Além das prisões foi expedido mandados de busca e apreensão nos endereços de Adriano e Rodrigo, visando armas e aparelhos de telefone celular. Adriano – que chegou a ocupar cargo na Prefeitura numa das gestões de seu pai, o ex-prefeito Jorge Serfiotis, é irmão do deputado federal Alexandre Serfiotis. Informações locais dão conta de que Adriano teria sido preso desde no final da tarde de ontem (19).

De acordo com a decisão, os acusados agiram com audácia, destemor e confiança na impunidade e a prisão se justifica para preservar a integridade física da vítima, o prefeito, além do risco de os supostos criminosos se evadirem. Ainda de acordo com a Justiça, Adriano, Halysson, Michael e Rodrigo estariam em posse de armas de fogo com alto poder lesivo

Ao justificar o mandado de busca e apreensão dos aparelhos celulares dos acusados, a Justiça alegou que é alta a probabilidade de que eles tenham usado aplicativos como whatsapp e messenger para planejar e realizar os crimes. "Indispensável também garantir a adequada instrução processual, eis que a ação penal ainda está se iniciando, tendo a prisão cautelar o escopo de preservar a integridade física e emocional da vítima e das testemunhas civis que irão depor em Juízo. No mais, necessário garantir a futura aplicação da Lei Penal, não podendo se ignorar o risco de que, se soltos, poderão se evadir a fim de se furtar a reprimenda legal devida", diz um trecho da decisão judicial.

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