Que o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), encontrou a rede de saúde sucateada, com hospitais e postos médicos fechados e reabriu todos eles ninguém nega, mas ele não pode alegar que é por falta de dinheiro que os salários de médicos e pessoal de apoio de algumas unidades sofrem atrasos de até quatro meses, como é o caso no Hospital Infantil, segundo a categoria reclama. Pelo menos é o que mostram os registros do Fundo Nacional de Saúde, que – entre janeiro de 2017 e abril deste ano –  repassou para o Fundo Municipal de Saúde mais de R$ 250 milhões. Para alguns servidores que sofrem com o atraso, o problema é de gestão e o prefeito deveria aproveitar o retorno ao cargo para reavaliar sua postura e fazer as mudanças necessárias no comando da Secretaria Municipal de Saúde...

De acordo com os registros do Fundo Nacional de Saúde, os repasses fundo a fundo somaram R$ 97.157.884,80 em 2017 e R$ 108.950.402,50 em 2018. Este ano, até o dia 30 de abril, as transferências do FNS para o FMS  somaram R$ 44.178.128,76. Ainda segundo os registros, do início da atual gestão até agora os repasses para os atendimentos de média e alta complexidade somaram R$ 166 milhões e os valores para a atenção básica atingiram o total de R$ 60,3 milhões.

Hospital com custo menor – Com pompa e circunstância o prefeito reinaugurou o hospital municipal em abril de 2018 e propagou a capacidade de até mil atendimentos por dia, com equipamentos modernos para a realização de exames e até tomógrafo, mas nos últimos meses ele esqueceu o principal: pagamento.

Embora os custos da unidade tivessem sido reduzidos em muito pela instituição contratada para geri-la, a Prefeitura andou retendo o pagamento das faturas, apesar de as despesas com a unidade terem caído de R$ 3,5 milhões ao mês para R$ 1,7 milhão, resultado obtido sem afetar o atendimento, fruto da revisão de contratos e compras diretas.

Também com a mesma "bateção de lata", a Prefeitura reabriu o Hospital Infantil em julho de 2017 e anunciou uma equipe de 80 profissionais. Porém, na última segunda-feira (24), mães que levaram seus filhos à unidade foram aconselhadas a buscar atendimento em São João de Meriti, sendo informadas na recepção de que não tinha médico por causa de quatro meses de salário atrasado.

 

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