Resende vive um clima de preocupação com os possíveis rumos que a cidade deverá sacramentar no final da tarde desta terça-feira (9). É que a Câmara Municipal deverá apreciar os pedidos de urgência especial de quatro projetos enviados à Casa Legislativa pelo prefeito Diogo Balieiro Diniz no final da semana passada. Como o prefeito tem a maioria dos vereadores, a expectativa é que, não só os pedidos de urgência sejam aprovados, como também seja realizada uma sessão extraordinária ainda na noite de hoje para que as mensagens ganhem sinal verde, o que deverá aumentar de R$ 76,6 milhões para 108,6 milhões a dívida do município, desde que Balieiro assumiu a administração, em janeiro de 2017.

Em um dos projetos (015/2019), o governante pede autorização para celebrar um empréstimo 4 milhões, numa segunda proposta (016/2019) Balieiro pede a chancela do Legislativo para pedir mais R$ 4,5 milhões, quantia que se soma a mais um projeto (017/2019) em que o prefeito objetiva contrair uma dívida de R$ 3,6 milhões e numa quarta mensagem (018/2019), o governante solicita permissão do Parlamento para outros R$ 4,95 milhões em empréstimo.

Os empréstimos, caso aprovados, serão celebrados junto à Caixa Econômica Federal. As prestações, os juros, encargos e tarifas deverão ser absorvidos da arrecadação municipal referente ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de acordo com os projetos. As justificativas para o endividamento é a realização de obras viárias nos corredores leste e oeste da cidade.

Como a dívida consolidada de Resende era de R$ 76,6 milhões até dezembro de 2017, quando o atual prefeito teve a aprovação de R$ 15 milhões em empréstimo para a instalação de lâmpadas de led nos postes de iluminação pública do município, caso os quatro projetos sejam aprovados, Resende passará a ter uma dívida consolidada de R$ 108,6, já que os quatro projetos totalizam R$ 17 milhões. Para boa parcela da população, o futuro da cidade é preocupante, uma vez que o percentual de endividamento será equivalente a mais de 20% da arrecadação anual do município.

 

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