Leite "de caixa" teria sido substituído e banana teria sido cortada pela metade

 

Com um contrato de R$ 16,5 milhões, a empresa Especialy Terceirização, sediada em São Paulo, assumiu no último dia 15 de julho os serviços de fornecimento de merenda aos cerca de 40 mil alunos da rede municipal de ensino de Volta Redonda. As informações foram divulgadas recentemente pela Prefeitura ao comemorar o que seria um grande feito da gestão do prefeito Elderson Ferreira da Silva, o Samuca (foto), que supostamente teria conseguido reduzir em 25% o valor do contrato. Quem parece não estar gostando da "economia de Samuca" são os alunos, já que o leite integral teria sido substituído por leite em pó, de qualidade duvidosa, e até a banana da sobremesa teria sido cortada pela metade.

Melancia racionada – As denúncias começaram a surgir nas redes sociais ainda nos primeiros dias da volta às aulas por parte de professores. Segundo os educadores, as fatias de melancia servidas aos alunos têm aproximadamente um dedo de espessura, embora a administração municipal pague cerca de R$ 1,00 por pedaço, de acordo com informações divulgadas pelo vereador Carlinho Santana ao alegar que uma melancia inteira custa aproximadamente R$ 5,00 no varejo.

O parlamentar prometeu investigar o caso, uma vez que os salários das merendeiras também teriam sofrido redução, de R$ 120.

"Barato é o marido da barata" – Embora tenha "alimentado" o oba-oba do governo de Samuca, o contrato da merenda de Volta Redonda pode ainda estar picante demais. Para se ter uma ideia desta possível quantidade de pimenta, a cidade de Londrina possui 38 mil alunos em sua rede municipal de ensino, portanto quase a mesma quantidade de Volta Redonda.

A diferença, no entanto, está no valor pago pela merenda, uma vez que a cidade paranaense, com aval do Tribunal de Contas do Paraná, republicou no último mês de abril o edital de licitação para terceirização da merenda sendo o valor máximo admitido de R$ 14,2 milhões por ano para fornecimento de 57 mil refeições diárias. Com isso, Londrina deverá pagar, no mínimo, um valor R$ 2,3 milhões mais baixo do que o montante desembolsado por Volta Redonda.

O espaço está aberto para a manifestação da administração municipal de Volta Redonda

 (Foto:Reprodução/PMVR)

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