A gestão de Dennis tem sido alvo de muitas críticas e protestos por parte dos servidores da Educação

Redução dos repasses é bem menor que a propagada

Os profissionais da rede municipal de ensino de Belford Roxo receberam o salário de agosto com atraso e mesmo assim em duas parcelas. O mês de setembro - que deveria ter sido quitado no último dia 7- ainda não foi pago e a quitação está prevista para o dia 20, situação que poderia ser evitada se, de acordo com alguns servidores, a administração municipal estivesse aplicando os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação adequadamente. Se o professor tem pelo menos uma previsão os servidores dos demais setores nem isso têm, pois, de acordo com alguns funcionários, o prefeito Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (PCdoB), estaria priorizando pagamento das faturas de algumas empresas detentoras de contratos com a Prefeitura em vez de pagar o que deve a quem, mesmo diante de tanto descaso por parte do governo, continua trabalhando normalmente.

Algumas famílias começaram a trabalhar em mutirão desde a década de 1950 e chegada do Programa Rio Rural, há uma década, renovou o ânimo (Fotos:Aline Proença)

Ações com apoio do Rio Rural ajudam a preservar meio ambiente

No meio rural é comum que produtores trabalhem em sistema de mutirão. Plantar ou colher com o apoio de parceiros promove economia de despesas com mão de obra. Em Italva, no Noroeste Fluminense, essa integração na agricultura familiar tem se fortalecido. A disseminação dos projetos do Programa Rio Rural, com incentivos do Banco Mundial, está dinamizando a produção agrícola, aumentando o número de áreas cultivadas e melhorando a geração de renda das comunidades.

Aluizio dos Santos Júnior é o único prefeito no estado do Rio de Janeiro que não pode falar em queda de receita

O prefeito da cidade chora de barriga cheia, pois o período é de excesso de arrecadação. Aluizio só não honrará os compromissos financeiros se não quiser

Embora o prefeito Aluizo dos Santos Junior (PMDB) tenha sido reeleito com 58,95% dos votos, o município de Macaé não teve um ano de realização. A população reclama dos serviços básicos, os servidores protestam sobre cortes e condições de trabalho, enquanto fornecedores e prestadores de serviços se queixam de atraso no pagamento das faturas. Já o prefeito, para justificar o quadro de insatisfação, fala de crise, de perda de receita, mas os números o desmentem: a Prefeitura registra mais de R$ 71 milhões de excesso de arrecadação, graças ao ISS pago pela indústria offshore, o que garante tranquilamente o fechamento das contas, sem que administração municipal deixe de honrar seus compromissos financeiros.

Marcos Aurélio faz uma gestão nada transparente e é alvo de várias denúncias de supostas irregularidades

Em pleno final de governo a Prefeitura compra mais de R$ 600 mil em materiais de consumo para a Secretaria de Saúde

Embora a cidade tenha várias lojas comerciais do ramo aptas a atender ao pedido, a Prefeitura de Guapimirim resolveu comprar canetas esferográficas de uma empresa sediada no município de Carmo, a 120 quilômetros, pagando pela mercadoria, no atacado, mais que o preço de varejo, praticado, por exemplo, nas Lojas Americanas. De acordo com o Registro de Preços Nº 58/2016, referente ao Pregão Nº 80/2016, a Secretaria de Saúde adquiriu seis mil canetas esferográficas escrita fina da marca Compactor por R$ 0,95 a unidade, quando uma caixa com 25 pode ser comprada hoje por R$ 19,90 nas Americanas, com a unidade saindo a R$ 0,79. Mas não é só isso. Apesar de faltar pouco mais de dois meses para o fim da atual gestão foram comprados também 15.600 pacotes com 500 folhas de papel ofício, que vão custar R$ 352 mil aos cofres da municipalidade.

O prefeito Dennis Dauttmam não está conseguindo fechar as contas e os servidores sofrem a consequências

Categoria ainda sofre com a falta de condições de trabalho

Os servidores efetivos do município de Belford Roxo ainda não sabem quando receberão os salários de setembro, mas isto não é o que de pior está acontecendo. Essa incerteza afeta apenas os funcionários do setor de ensino, os mais “tranquilos” - seus vencimentos estão assegurados pelos repasses do Fundeb -, já que nas demais categorias o incerto dá lugar ao desespero, pois a maioria ainda luta pelo o mês de agosto. Entretanto, tem servidor que não recebeu o pagamento de julho, isto em um setor essencial, a Saúde, onde médicos, enfermeiros e pessoal de apoio trabalham sob pressão por conta das ameaças de retaliação se faltarem ao trabalho.