Aluizio e Sabino negam ter recebido doações da empresa, mas os nomes dos dois aparecem na lista

Os prefeitos de Rio das Ostras e Macaé aparecem em lista com 200 nomes de políticos

Operando nos municípios de Rio das Ostras e Macaé, onde gere o sistema de saneamento, a Odebrecht que antes era citada com orgulho nos dois municípios, passou a ser nome proibido nos gabinetes dos prefeitos Alcebíades Sabino dos Santos e Aluizio dos Santos Junior. O primeiro, embora se declare inimigo da empresa, é o responsável pela chegada da companhia na cidade, o que aconteceu em 2004, quando foi assinado contrato para a construção de um emissário submarino, no valor global de R$ 106.334.648,44. Por coincidência o contrato foi assinado por procuração  por Benedicto Barbosa Silva Júnior, aquele diretor em cuja residência foi apreendida uma lista com 200 nomes de supostos beneficiados com recebimento de dinheiro para campanha eleitoral, entre eles Sabino e Aluizio. O que se comenta nas duas cidades é que os dois governantes estariam muito preocupados por conta da lista e de uma possível delação premiada que possa confirmar o conteúdo do documento, do qual constam os nomes dos dois com  supostas doações de R$ 500 mil e R$ 1 milhão, respectivamente.

O dispositivo pode evitar a asfixia perinatal, principal causa de mortalidade de recém-nascidos (Foto: Salvador Scofano)

Dispositivo é utilizado em recém-nascidos que sofrem asfixia cerebral perinatal

Pesquisador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Fundação Oswaldo Cruz (CDTS-Fiocruz) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ICB-UFRJ), o neurocientista e neurofisiologista Renato Rozental está desenvolvendo uma espécie de capacete flexível ou touca que oferece a possibilidade de manter resfriado o cérebro com déficit de oxigenação, minimizando o desenvolvimento e gravidade de lesões neurológicas.

Aluizio pode reclamar de muita coisa. Menos de falta de dinheiro, pois Macaé tem menos de 250 mil moradores e em sua gestão o município já arrecadou mais de R$ 7,5 bilhão

Prefeito de Macaé parece ter se perdido no meio dos recursos financeiros

Pessimamente colocado no Ranking da Eficiência dos Municípios, perdendo até para cidades da região mais pobre do estado do Rio de Janeiro, a Baixada Fluminense, o município de Macaé não pode reclamar da falta de dinheiro, mas seus moradores têm muito a questionar, principalmente ao que se tem verificado nos setores de saúde e educação. Na semana passada, por exemplo, a Câmara de Vereadores decidiu convocar Antonio Pires, secretário municipal de Obras e Urbanismo, para explicar o abandono das obras de construção de duas escolas, uma no Parque da Cidade e outra no Novo Horizonte. Isto acontece em um governo que de janeiro de 2013 a 31 de agosto deste ano teve uma receita líquida consolidada de mais de R$ 7,5 bilhões para gerir uma cidade com menos de 250 mil habitantes. Imaginem o mesmo prefeito tendo que administrar São Gonçalo, por exemplo, que teve menos de R$ 4 bilhões no mesmo período para cuidar de 1,2 milhão de pessoas...

Os floricultores investiram na modernização do cultivo com ajuda do Programa Florescer

Produtores apostam no crescimento nas vendas com o colorido da estação

A primavera chegou e como diria o poeta, é a estação mais democrática, pois não escolhe jardins. Para melhorar, a estação mais colorida do ano, promete florir a economia na Região Serrana Fluminense, onde os floricultores, confiantes na retomada das vendas no setor, investiram no plantio de cultivares com tonalidades mais vibrantes e maior durabilidade das plantas. O objetivo é aumentar a competitividade das flores produzidas no estado e atender melhor a demanda do mercado de decoração, espantando a crise. Incentivados pelo Programa Florescer, do governo estadual, eles investiram na modernização, substituindo estruturas de produção para favorecer a circulação de ar, luminosidade e a umidade nas estufas. Também adotaram práticas mais sustentáveis, como irrigação por gotejamento e compostagem, além de colaborem para o uso racional dos recursos hídricos da região e recuperação do solo.

Pesquisa mostra que um terço da população da Baixada sobrevive com meio salário mínimo

Fraude em programa social em Campos para compra de votos e distribuição de cesta básica na Baixada Fluminense são alvos da Justiça

No município de Campos, no Norte Fluminense, o programa social Cheque Cidadão foi ampliado, segundo denúncia do Ministério Público, de forma fraudulenta, em esquema de compra de votos que teria sido montado com aval da prefeita Rosinha Garotinho. Nos municípios de Magé e Belford Roxo as atenções estão voltadas para a distribuição de cestas básicas nos bairros periféricos, uma prática antiga de exploração da pobreza. No caso de Magé a troca de votos por alimentos chegou a fazer parte de uma pesquisa de intenção de votos realizada em junho, na qual 4,6% dos eleitores consultados responderam que votariam em determinado candidato porque ligaram o nome dele à distribuição de “bolsas com legumes”. O resultado da consulta - embora ela tivesse sido registrada junto à Justiça Eleitoral - não foi divulgado porque o mesmo nome apareceu com elevado índice de rejeição e foi citado por 24,2% dos entrevistados em resposta a seguinte pergunta: “Qual destes candidatos é mais ligado à corrupção?”