Os concursos públicos realizados em Belford Roxo sempre foram marcados por muita polêmica

Prazo para inscrições foi ampliado três vezes. Curta duração e crise financeira podem contribuir para desvanecer o sonho de quem busca a estabilidade de um cargo público

Com prazo de validade fixado em apenas seis meses, podendo ser prorrogado por igual período, o novo concurso público aberto pela Prefeitura de Belford Roxo está com as provas marcadas para os dias 9 e 23 de outubro, mas poderá ser mais um daqueles em que os aprovados ficam à espera de uma convocação que nunca acontece. Os sinais disso estão na crise financeira que levou o prefeito Dennis Dauttmam a decretar estado de calamidade e no fato de que o município não está conseguido pagar nem os salários dos atuais servidores, mesmo os efetivos. A validade do processo seletivo passa a ser contada a partir do dia da homologação do resultado final, o que deverá ficar para a próxima gestão, que terá muito mais com o que se preocupar: uma herança de dívidas e receita bem menor que o necessário para manter a máquina administrativa funcionando como deve.

O Ministério Público apurou que o sistema de transporte adotado pelo município não atende aos alunos

Alunos contaram à Promotoria não terem direito à gratuidade nos ônibus e que sofrem hostilização dentro dos coletivos

A prefeita de Porto Real, Maria Aparecida Rocha, a Cida, vai ter que garantir transporte gratuito aos estudantes. Recomendação nesse sentido foi feita pelo Ministério Público. O MP quer que “sejam tomadas medidas efetivas para garantir de forma efetiva e abrangente o deslocamento dos estudantes às escolas da rede pública da cidade no prazo de 30 dias”. O documento foi expedido a partir de inquérito civil que apurou evidências de que o transporte municipal gratuito não atende - serviço prestado por ônibus alugados pela Prefeitura – não atende a todas as localidades. O inquérito foi aberto devido a uma representação encaminhada por pais e alunos do Colégio Estadual República Italiana. Segundo o MP os estudantes narraram não terem direito à gratuidade nos ônibus e sofrerem hostilização dentro dos coletivos.

Dennis Dauttmam vem gastando mais do que Belford Roxo arrecada desde o seu primeiro ano de mandato

Belford Roxo decreta estado de calamidade pública por falta de dinheiro

Com as contas no vermelho o município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, está em estado de calamidade pública financeira. Decreto nesse sentido foi assinado pelo prefeito Adenildo Braulino dos Santos, o Dennis Dauttmam (PCdoB), determinando a racionalização dos serviços públicos e cortes em todos os setores. Estão proibidas novas contratações de serviços, nomeações e concessões de benefícios, bem como convocações de aprovados em concurso público. Também está suspenso o pagamento de dívidas contraídas nos exercícios anteriores e foi determinado o corte de gastos correspondente ao mínimo de 35% do efetuado do primeiro semestre. A crise financeira desestruturou toda a máquina administrativa de Belford Roxo, que está sem condições até de pagar o salário dos servidores, que não tem mais dia certo para receber e muitos não recebem seus vencimentos há quatro meses.

Segundo o Ministério Público Rosinha Garotinho está dentro do esquema montado em favor de candidatos a vereador

Esquema montado para “compra” de votos chegaria a R$ 3.5 milhões por mês

Os cofres públicos do município de Campos podem estar sofrendo neste período eleitoral uma sangria de pelo menos R$ 3.5 milhões por mês com pagamento irregular de benefícios através do programa social Cheque Cidadão. A estimativa é do Ministério Público, que, através da Promotoria de Justiça que atua junto à 76ª Zona Eleitoral, ajuizou ação de investigação contra membros do governo - inclusive a prefeita Rosinha Garotinho (PR) - e candidatos a vereador. As investigações preliminares apontaram que o benefício vem sendo distribuído em troca de votos. Segundo o MP inscrições fraudulentas no programa são oferecidas por cabos eleitores. Cada beneficiário tem direito a R$ 200 por mês.  

Com o cartão os universitários que moram em Magé poderão usar os ônibus das linhas intermunicipais

Em vez de ônibus alugados, um Rio Card

Enquanto os municípios fluminenses comprometem boa parte dos recursos púbicos alugando ônibus a preços acima mercado para garantir o transporte dos estudantes universitários que fazem curso fora de suas cidades, Magé, cidade da Baixada Fluminense, inovou: ampliou a alternativa de transporte assegurando os alunos o direito de embarcar, nos ônibus das linhas regulares, em vez de ficarem na dependência dos veículos alugados. É o Rio Card Universitário, ao qual todos os universitários que moram em Magé terão direito.