Coopsege recebeu mais de 200 milhões e mesmo assim saiu devendo aos trabalhadores 

Amparada por uma decisão sui generis do Supremo Tribunal Federal, a Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) atuou livremente em Mesquita nos últimos quatros e faturou mais de R$ 200 milhões dos cofres da municipalidade, fornecendo funcionários terceirizados que custavam ao município muito mais do que efetivamente recebiam no fim do mês, por conta de uma taxa de administração de 40% do valor do contrato. Só em 2016 a instituição recebeu mais de R$ 70 milhões, mas seus contratados reclamam da falta de salário e do não pagamento de direitos trabalhistas. A Coopsege, afirma o prefeito Jorge Miranda (foto), não vai mais ter contrato com o município.

Setor já dá sinais de recuperação na segunda semana da nova gestão

 

Desde o segundo semestre de 2016 sem realizar exames de alta complexidade, serviço essencial suspenso na gestão do prefeito Alcebíades Sabino, a Secretaria de Saúde de Rio das Ostras já garantiu 140 exames de tomografia computadorizada. Também foram retomados os exames de mamografia, com livre demanda para mulheres de 50 a 69 anos, os quais não estavam sendo realizados desde outubro de 2016. O município assegurou ainda a realização de 240 exames de densitometria óssea, que não eram feitos há pelo menos cinco meses. Os pacientes estão sendo encaminhados para clínica conveniada do Sistema Único de Saúde (SUS), em São Pedro D´Aldeia. De acordo com o secretário Marcelino Borba, em breve esses exames poderão ser feitos na rede municipal, pois os nos aparelhos de tomografia e mamografia serão consertados.

A "nota" da suposta maior fornecedora individual para a Prefeitura de Silva Jardim não tem valor fiscal

Farmácia que teria fornecido remédios comprados de outra pela Prefeitura de Silva Jardim tem CNPJ diferente e não fornece nota a cliente

Quem for à Drogaria Kanaã - nome fantasia da Drogaria F.P. Itaocara -, no centro de Silva Jardim, fizer uma compra e pedir o cupom fiscal vai ouvir do responsável que o computador-caixa está sem impressora. Se insistir vai levar para casa um papel sem validade alguma, com os nomes dos produtos adquiridos e os valores pagos, omitindo o número do CNPJ. A pequena loja do nanico município fluminense é citada como fornecedora de medicamentos para a Secretaria de Saúde, mas os pagamentos estão registrados em nome de outra empresa, a Farmácia Amaral de Itaocara, localizada a 240 quilômetros. Pelo que foi apurado até agora, a segunda empresa faturou mais de R$ 3,7 milhões na primeira gestão do prefeito Anderson Alexandre (foto), reeleito em outubro do ano passado e é a maior fornecedora individual de remédios para a Prefeitura, mesmo não sendo um atacadista do ramo, pois a atividade econômica registrada junto à Receita Federal é o “comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas”. Embora o “Itaocara” esteja presente na razão social das duas empresas, os números no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica são diferentes, o que exige pelo menos uma explicação do prefeito, sobre quem realmente está fornecendo e porque a Secretaria de Saúde está comprando de um varejista se poderia pagar bem menos nas distribuidoras que operam no atacado.

Funcionários efetivos ficaram no “ora veja” em dezembro

Foi pago nesta sexta-feira, décimo dia útil do mês, o salário de dezembro dos servidores efetivos do município de Guapimirim. Os 1.040 funcionários concursados haviam ficado de fora da folha enviada ao banco na última semana da gestão do prefeito Marcos Aurélio Dias, que optou por pagar aos ocupantes de cargos comissionados, a si próprio e ao ex-vice-prefeito, além de quitar faturas de alguns fornecedores e prestadores de serviços, escolhendo empresas mais chegadas ao governo. Para o prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (foto), não se pode sacrificar a categoria.  “Não se pode brincar com a vida dos servidores. Conversei com muitos deles e sei o quanto isso mexe, inclusive, com a motivação dos nossos funcionários. Vamos fazer de tudo para pagar os funcionários em dia. Assumimos uma Prefeitura com muitos problemas estruturais e financeiros. Neste momento, estamos arrumando a casa e reorganizando as contas. São grandes os desafios, mas juntos vamos superá-las”, disse.

O Parque da Cidade está praticamente destruído e o descaso não poupou nem os pontos turísticos

A cidade foi atingida por um fuçarão chamado má gestão

A situação encontrada no município de Rio das Ostras pelo novo governo mostra muito bem que dinheiro não é tudo numa administração. A gestão anterior que teve R$ 2,6 bilhões para administrar uma cidade considerada pequena perto de municípios como São Gonçalo, Nova Iguaçu e Duque de Caxias, onde, proporcionalmente falando, os recursos financeiros são bem menores diante de universos populacionais de mais de um milhão de habitantes, nada acrescentou e ainda deixou deteriorar o que já existia. A má administração afetou todos os setores e feriu gravemente a rede de Saúde. O Centro de Reabilitação (foto), por exemplo, está em estado precário por conta da falta de manutenção.