Angra dos Reis, Cabo Frio, Nova Iguaçu, Petrópolis e Rio das Ostras estão entre as prefeituras mais endividada no território fluminense

O rombo nas finanças do município de Angra dos Reis é de R$ 374 milhões e pode ficar maior se a Prefeitura não tiver condições de cumprir o compromisso de começar a pagar, dentro de um ano, as 60 parcelas de um empréstimo feito para quitar três meses de salários atrasados e o 13º do funcionalismo. O prefeito Fernando Jordão (foto) recorreu à Justiça para que o fundo de previdência dos servidores liberasse seus recursos para o pagamento da folha, uma solução que pode gerar ainda mais problemas lá na frente. “O dinheiro da previdência municipal é dos servidores para sustentá-los na inatividade e não do governo. Se o empréstimo não for pago a instituição fica sem ter como honrar com os aposentados e pensionistas no futuro e aí a conta vai ter de ser paga pela Prefeitura, que continuará deficitária”, analisa o professor Henrique Bréssia, especialista em administração pública.

Novo prefeito ainda não se posicionou sobre finanças nem sobre o pagamento dos concursados. Antecessor pagou a si próprio, sua equipe e aos comissionados

Antes de deixar o governo no último dia 31 o prefeito Marcos Aurélio Dias raspou o caixa para pagar os salários dos secretários, garantir o seu e saudar dívidas com as empresas "mais chegadas”, deixando o servidor efetivo sem o pagamento de dezembro que, a bem da verdade, não estava atrasado, mas hoje já se encontra fora do prazo, pois deveria ter sido pago - como manda a lei -, até o quinto dia útil do mês subsequente. Em contato neste sábado (7) com o elizeupires.com, a categoria reclama que ontem (dia 6), fora informada de que o salário seria creditado até as 16h, o que não teria ocorrido, segundo dezenas de servidores afirmaram em suas mensagens. Os funcionários efetivos querem que o prefeito Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (foto) se pronuncie sobre o assunto, defina um calendário de pagamento e esclareça a população sobre a realidade das finanças do município, que no último dia útil de de 2016 recebeu um repasse de R$ 1.590,782,17 (R$ 103.843,33 do Fundeb e R$ 1.479.173,31 do FPM) e esta semana teve um credito de R$ R$ 220.555,40 do Fundeb na conta da Educação.

Dinheiro do Fundeb não garantiu Natal dos profissionais de ensino

O Portal da Transparência da Prefeitura de Belford Roxo foi tirado do ar na primeira semana de outubro e isso pode ter ocorrido para esconder o que o ex-prefeito Dennis Dauttmam (foto) pretendia fazer com o dinheiro que entraria nos cofres da municipalidade nos últimos três meses de sua gestão: priorizar o pagamento a fornecedores e empresas prestadoras de serviços, em vez de pelo menos amenizar a situação de servidores que estão passando por necessidades. Esta semana, em um encontro com professores que o cercaram para cobrar o pagamento do mês de novembro e do décimo terceiro, o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, disparou: “O ex-prefeito não pagou a vocês porque não quis”.

Trabalhadores cobram férias, décimo terceiro e o salário de dezembro

A cada dia uma descoberta e as novidades não são nada boas. Esta é a realidade vivida pela equipe do novo governo de Rio das Ostras, que está enfrentando hoje uma ameaça de paralisação dos funcionários terceirizados que atuam no serviço de limpeza e conservação das unidades de saúde, o que se acontecer afetará em cheio o hospital da cidade e o pronto socorro. Os trabalhadores são contratados da empresa Mississipi Empreendimentos, que alega não ter dinheiro para pagar o salário de dezembro que vence hoje, muito menos o décimo terceiro e as férias vencidas, pois desde julho não recebe os repasses da Prefeitura. Sem recurso em caixa para quitar as faturas atrasadas, o prefeito Carlos Augusto Balthazar está buscando uma solução junto à empresa, para que o serviço de limpeza continue sendo prestado. De acordo com alguns trabalhadores, os salários vem atrasando com frequência e no primeiro semestre eles chegaram a ficar dois meses sem receber. A dívida do Fundo Municipal de Saúde com a Mississipi Empreendimentos está acumulada em R$ 4,7 milhões.

Novo gestor de Caxias diz que vai antecipar salário de janeiro, mas...

Embora o município tivesse recebido R$ 246 milhões em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação no ano passado, o ex-prefeito Alexandre Cardoso saiu deixando os professores na mão. A Prefeitura de Duque de Caxias pagou apenas parte do salário de outubro, pulando o décimo terceiro e os meses de novembro e dezembro, que não deverão ser pagos tão cedo. Washington Reis (foto) - sucessor de Alexandre - confirmou na manhã desta sexta-feira (6) que vai antecipar para a próxima semana o pagamento do mês de janeiro para todos os servidores municipais, mas não disse quando pretende quitar os atrasados. A exemplo dos profissionais de ensino de Belford Roxo, os professores de Caxias já deixaram claro que não entrarão em sala de aula antes que a situação seja resolvida.