Funcionários do RH dizem que folha da Educação sequer tinha sido enviada ao setor

Embora o prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (PMDB) tivesse prometido quitar na última sexta-feira o salário de janeiro de todos os servidores - ativos e inativos -, a folha de pagamento do pessoal lotado na rede municipal de ensino de Belford Roxo não havia sido enviada ao departamento de Recursos Humanos até o final do expediente daquele dia. A informação foi passada agora a pouco ao elizeupires.com por uma fonte ligada ao governo. Se confirmada ao longo desta segunda-feira, a declaração desmente a fala do prefeito de que o pagamento dos professores tinha sido autorizado, bem como a informação de que a quitação fora realmente autorizada ao banco pagador oficial e que em alguns casos poderia haver um retardo para (sábado, 28) ou no máximo o dia de hoje (30), “não porque o pagamento não tivesse sido liberado pela administração municipal, mas por problemas operacionais bancários”.

Cidades como Magé poderão ter serviço próprio de abastecimento de água

Autossuficiente em água potável, Magé é refém da Cedae há varias décadas. Embora com ricos mananciais, o município tem vários bairros sem abastecimento regular e outros pelos quais sequer passa uma tubulação. A realidade poderia ser outra se os mageenses fossem abastecimentos por um serviço próprio, a exemplo do que ocorre há muitos anos com os Saaes (Serviços Autônomos de Água e Esgoto) implantados com sucesso no interior fluminense. O prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas não será surpresa se ele vir a acenar com municipalização do serviço, medida que já vem sendo adotadas por vários municípios, inflada com a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos, que vai acontecer através de Parceria Público Privada (PPP).

Aliados querem explicações sobre escolha do subsecretário de Lazer na Educação

A Portaria nº 0101/2017 publicada no ultimo dia 10 no diário oficial de São João de Meriti deverá causar muita dor de cabeça ao prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João (foto), por causa de um nome: Claudio Heleno dos Santos Lacerda, nomeado para exercer o cargo de subsecretário de Lazer, símbolo SS, da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer. O nome é o mesmo de um ex-policial militar expulso da corporação durante processo em que foi condenado pelo assassinato de um vereador da cidade em 1998. Se for a mesma pessoa - e é isto que muitos no próprio governo questionam -, trata-se do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal, que foi condenado a 19 anos de prisão, em julgamento ocorrido no dia 5 de maio de 2006 no 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro e em janeiro de 2016 voltou a aparecer no noticiário policial ao ser preso na sede do Fazenda Futebol Clube, após denúncia de favorecimento à prostituição em bailes funk no local. “Trata-se de um cargo importante dentro da Secretaria de Educação. Se for a mesma pessoa será no mínimo desconfortável ter um homem com esse `currículo´ na rede definindo políticas de lazer para as escolas”, diz um profissional atuante na área.

Em respeito às centenas de mensagens nos enviadas na manhã de hoje, dando conta de que o pagamento de janeiro dos profissionais da rede de ensino de Belford Roxo não caiu ontem (27) nas contas individuais, informamos que há confirmação do governo de que a quitação foi realmente autorizada ontem ao banco pagador oficial e que em alguns casos poderia haver um retardo para o dia de hoje (sábado, 28) ou no máximo segunda-feira (30), não porque o pagamento não tivesse sido liberado pela administração municipal, mas por problemas operacionais bancários. O governo confirma ainda que milhares de servidores - entre ativos e inativos - receberam o salário de janeiro antes. Quem nos acompanha sabe muito que vimos cobrando uma solução para os atrasos há muito tempo. Ressaltamos que nosso compromisso é com o fato e estejam certos de que se até a próxima segunda-feira o problema não estiver resolvido seremos, como sempre, os primeiros a comprar a briga de vocês.

Prefeito acaba com cargos menores e amplia os grandões

O projeto de reforma administrativa enviado à Câmara de Vereadores pelo prefeito Jorge Serfiótis (foto), atingiu em cheio os pequenos e mostra uma incoerência do gestor, que acabou de assumir o terceiro mandato a frente do governo de Porto Real, cidade do Sul Fluminense. Ele cortou 27 cargos comissionados índice CC1, 38 CC2 e 42 CC3, mas ampliou de 12 para 14 os cargos de secretário e de sete para 11 as funções de natureza especial. Somando os salários dos nomeados a mais nestas duas funções a Prefeitura conseguiria pagar pelo menos a uns 30 funcionários em cargos índice CC3.