Alvos permanentes de uma enxurrada de publicações nas redes sociais, as crianças e os idosos de Resende estariam entre os personagens prediletos do que é considerado um governo de cunho publicitário, adotado pelo prefeito Diogo Balieiro Diniz. Publicações que são bombardeadas por um exército de ocupantes de cargos comissionados que custam anualmente cerca de R$ 50 milhões ao bolso dos contribuintes, aproximadamente 10% de tudo o que a cidade arrecada. Mas, apesar da suposta bajulação, a esta camada "inocente" da população, Balieiro não destinou um centavo sequer dos R$ 32 milhões de empréstimos bancários a ações que envolvam idosos, crianças e adolescentes.

Vereador pede auditoria do TCE no novo contrato da merenda escolar

 

Mais uma compra da Secretaria de Educação de Japeri é alvo de representação junto ao Tribunal de Contas do Estado, que já apontou irregularidades, indícios de favorecimento e sobrepreço na aquisição de gêneros alimentícios e na locação de ônibus para o transporte de alunos. Desta vez é a segunda licitação para aquisição de gêneros para merenda, o Pregão 019/2019, que gerou uma ata de registro de preços no valo global de R$ 6,7 milhões em favor da empresa Leman Negócios Comércio e Serviços, uma firma que, de acordo com o cadastro dela junto à Receita Federal, tem o "comércio atacadista de medicamentos e drogas de uso humano" como atividade econômica principal.

Uma solenidade de posse de prefeito e vereadores não precisa mais do que o plenário da Câmara Municipal ou um simples salão decorado com flores e, no máximo, um buffet para agradar os convidados. Mas isso é coisa de cidade pobre. Em Quissamã, município do interior fluminense, a cerimônia realizada no dia 1º de janeiro de 2017 para empossar a prefeita Fátima Pacheco, o vice Marcelo Batista e nove vereadores, segundo apurou o Ministério Público, custou mais de R$ 240 mil – em valores corrigidos –, dinheiro que o MP quer ver devolvido pelo então presidente da Casa Legislativa, Luiz Carlos Fonseca Lopes e pelo ex-diretor administrativo Carlos Eduardo Moreira Ramos, mais uma indenização por dano moral coletivo. 

Leite "de caixa" teria sido substituído e banana teria sido cortada pela metade

 

Com um contrato de R$ 16,5 milhões, a empresa Especialy Terceirização, sediada em São Paulo, assumiu no último dia 15 de julho os serviços de fornecimento de merenda aos cerca de 40 mil alunos da rede municipal de ensino de Volta Redonda. As informações foram divulgadas recentemente pela Prefeitura ao comemorar o que seria um grande feito da gestão do prefeito Elderson Ferreira da Silva, o Samuca (foto), que supostamente teria conseguido reduzir em 25% o valor do contrato. Quem parece não estar gostando da "economia de Samuca" são os alunos, já que o leite integral teria sido substituído por leite em pó, de qualidade duvidosa, e até a banana da sobremesa teria sido cortada pela metade.

O contingenciamento de verbas decretado pelo presidente Jair Bolsonaro em março deste ano está afetando diretamente as atividades da Polícia Federal. Além de suspender o Treinamento Continuado de Armamento e Tiro neste semestre, os profissionais foram orientados a evitar viagens para economizar no pagamento de diárias de deslocamento a policiais em missões. A medida impacta diretamente nas operações feitas para combater o crime organizado em todo o país. Para a delegada Tania Prado (foto), a PF deveria estar imune ao contingenciamento de recursos.