Setor já recebeu cerca de R$ 700 milhões, o mas continua doente

 

Ao chegar na manhã desta segunda-feira (5) ao Hospital Infantil Ismélia da Silveira, no Centro da cidade, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (foto) foi vaiado foi vaiado por mães que desde a madrugada aguardavam na fila para agendar atendimento para seus filhos e não conseguiram. Incomodado com a reação, Reis abreviou a visita. Não teria demorado nem dez minutos por lá, talvez por não ter como explicar a destinação dada aos recursos definidos para a rede de saúde, já que, de acordo com os registros do Fundo Nacional de Saúde, de 1º de janeiro de 2017 a 31 de julho deste ano, foram repassados R$ 693,8 milhões ao Fundo Municipal de Saúde (confira aqui) –  sendo R$ 522,4 milhões para os atendimentos de média e alta complexidade, e R$ 124,1 milhões para a atenção básica –, mas o atendimento no município está a cada dia pior.

Crédito será automático para cerca de 33 milhões de correntistas

 

A Caixa Econômica Federal inicia, em setembro, o pagamento de até R$ 500 por conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os repasses serão feitos até 31 de março de 2020, conforme a data de nascimento dos beneficiários. O valor será depositado automaticamente, no dia 13 de setembro, para pessoas nascidas em janeiro, fevereiro, março e abril, que têm conta poupança na Caixa. Aqueles com data de aniversário em maio, junho, julho e agosto, recebem a partir do dia 27 de setembro de 2019. Para trabalhadores nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro, o pagamento será feito a partir do dia 9 de outubro de 2019.

A concorrência pública anunciada pela Prefeitura de Itatiaia em 2017 para o serviço de coleta de lixo parece ter virado segredo de estado. O último ato sobre o processo é um aviso de remarcação, com a entrega das propostas agendada para as 8h do dia 8 de abril. Só que oito dias depois o prefeito Eduardo Guedes, o Dudu, homologou mais um contrato emergencial em favor da Rio Zin, sucessora das empresas Locanty e Própria no município. Desde então a administração municipal – que não viu nada demais no pedido de impugnação que causou o novo adiamento, embora o documento tivesse sido apresentado pela empresa Atitude Assessoria Ambiental, controlada por Pedro Jorge Duarte Barreto, sobrinho do empresário João Alberto Felippo Barreto, o Joãozinho da Locanty – não tocou mais no assunto.

A 2ª Coordenadoria de Auditoria Municipal do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) rejeitou no último dia 4 de julho a maioria das alegações apresentadas pelo prefeito de Volta Redonda, Elderson Ferreira da Silva, o Samuca, no processo 212.944-1/2018, que apura a contratação emergencial das empresas Conttato Consultoria e Gestão Empresarial e Rio Zin Ambiental, as quais teriam apresentado sobrepreço no fornecimento de mão de obra e materiais limpeza usados na prestação do serviço à Secretaria Municipal de Saúde em 2017. As supostas "manchas" no dinheiro do povo começaram a aparecer depois que o TCE destrinchou as planilhas dos valores pagos às empresas pela terceirização de mão de obra (confira aqui), assim como as tabelas praticadas pelas terceirizadas em relação aos produtos de limpeza.

As fornalhas da Usina Cambahyba, em Campos dos Goitacazes, no município do norte do estado do Rio de Janeiro,  não queimavam apenas lenha e bagaço de cana. Corpos de militantes contra a ditadura militar que tomou o poder em 1964 foram incinerados nelas, uma colaboração que o fazendeiro e usineiro Heli Ribeiro Gomes dava ao regime em troca de facilidades como créditos e financiamentos. A história escrita com sangue é revelada no livro "Memórias de uma guerra suja" pelo o ex-delegado Claudio Guerra, que integrou os quadros do aterrorizante Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e esta semana  foi denunciado pelo Ministério Público Federal incineração de 12 corpos. Hoje com 79 anos, o ex-delegado está sendo acusado de ocultação e destruição de 12 cadáveres no fornos da usina.