Revela o coordenador da operação no estado

 

O coordenador da força tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, Eduardo El Hage, fez ontem (12) um balanço dos trabalhos iniciados há três anos e que determinaram a prisão de um ex-governador (Sérgio Cabral), um governador (Luiz Fernando Pezão), ex-presidentes da Assembleia Legislativa, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e outras autoridades do estado. "Muita coisa ainda vai ser deflagrada em 2019. Temos várias linhas de investigação em curso. Acredito que o estado do Rio de Janeiro foi infestado por esse fenômeno da corrupção, mas pouco a pouco temos conseguido combater", disse.

Acusado de receber propina de 20% do valor pago a empresas de ônibus pelo reembolso da gratuidade no transporte de estudantes da rede pública, idosos e pessoas portadoras de necessidades especiais, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PV), foi preso na manhã desta segunda-feira (10) em casa. Ele foi levado por agentes da Polícia Civil por volta das 8h30 e teve ser atendido por um médico. De acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público, o montante desviado entre 20014 e 2018 soma mais de R$ 10 milhões. Ação de hoje é um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio.

A 57ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Sem Limites, deflagrada nesta quarta-feira (5) pela Polícia Federal, investiga o pagamento de pelo menos US$ 31 milhões em propinas para operadores e então funcionários da Petrobras, entre os anos de 2009 a 2014. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), essas propinas foram desembolsadas por “grandes empresas do mercado de petróleo e derivados – conhecidas como tradings”. Entre elas estão a Vitol, Trafigura e Glencore. Segundo as investigações, há suspeita de que, entre 2011 e 2014, elas fizeram pagamentos de propinas nos valores de US$ 5,1 milhões, US$ 6,1 milhões e US$ 4,1 milhões, respectivamente, "relacionadas a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem".

Governador do Rio, segundo o MPF, teria recebido R$ 39 milhões entre 2007 e 2015

 

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, foi preso por agentes da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (29) no Palácio Laranjeiras. Ele é o alvo principal da Operação Boca de Lobo, no âmbito da Lava Jato. Além da prisão do governador, de um sobrinho dele e de empresários, foram expedidos mandados de busca e apreensão em endereços do Rio, Pirai, Volta Redonda, Niterói e Juiz de Fora (MG). Segundo o Ministério Público Federal, o governador teria recebido R$ 39 milhões em oito anos. Já o delator Carlos Miranda – operador financeiro do ex-governador Sergio Cabral – contou que Pezão recebia R$ 150 mil mensais durante o período em que foi vice-governador.

Vinicius Farah foi eleito deputado federal com mais de 57 mil votos

 

Recém-eleito deputado federal pelo MDB  com 57.707 votos, Vinicius Farah (foto), ex-prefeito de Três Rios, município do interior Fluminense e ex-presidente do Detran, é um dos 22 que tiveram prisão decretada na Operação "Furna da Onça", realizada na manhã de hoje (8) pelo Ministério Público Federal, com apoio da Polícia Federal. Ele é investigado no esquema de pagamento de propina a sete deputados estaduais para que estes votassem as mensagens do governo na Alerj. Os parlamentares também tiveram decreto de prisão.