Luiz Martins, Marcelo Simão e Renato Cozzolino estão entre as vozes que sairam em defesa dos acusados de corrupção

De uma bancada de 16, 14 foram contra as ordens de prisão

Dos 16 representantes dos municípios da Baixada Fluminense na Assembleia Legislativa 15 votaram pela liberdade dos deputados Edson Albertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo, presos desde ontem por decisão unânime dos integrantes do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Os três foram denunciados pelo Ministério Público Federal por organização criminosa e lavagem de dinheiro, acusados de serem os cabeças de um esquema de corrupção sustentando pela caixinha da propina mantida pelas empresas de ônibus.  Os três deixaram a unidade prisional de Benfica no início da noite desta sexta-feira, mas o dia de hoje não foi só de vitória para eles: desembargador federal Abel Gomes determinou o bloqueio cautelar de contas e o arresto de bens de 13 pessoas e 33 empresas investigadas na Operação Cadeia Velha, sendo R$270 milhões em nome dos parlamentares, R$154.460.000,00 de Picciani, R$108.610.000,00 de Paulo Melo e R$7.680,000,00 e, nome de Albertassi.

As ordens de prisão foram derrubadas por 39 votos a 16. Um deputado se absteve 1 e 11 deixaram de comparecer, entre eles dois da Baixada Fluminense, Deodalto Ferreira e Geraldo Moreira. Da bancada da região votaram pela liberação dos presos os deputados André Ceciliano (PT); Daniele Guerreiro, Marcelo Simão e Rosenverg Reis (PMDB); Márcio Canella (PSL); Marco Figueiredo (PROS); Marcos Muller (PHS); Renato Cozzolino (PR); Luiz Martins e Zaqueu Teixeira (PDT); José Camilo dos Santos, Zito (PP); Iranildo Campos (PSD); Jorge Moreira Theodoro, Dica (PODE) e Maria de Fátima Pereira de Oliveira, Fatinha (SD).

Também votaram pela liberdade dos colegas os deputados Andre Correa, Christino Áureo, Filipe Soares, Márcia Jeovani e Milton Rangel (DEM); Andre Lazaroni, Átila Nunes, Coronel Jairo, Fábio Silva, Gustavo Tutuca, Geraldo Pudim e Pedro Augusto (PMDB); Chiquinho da Mangueira (PODE), Cidinha Campos, Janio Mendes e Thiago Pampolha (PDT); Dionísio Lins e Jair Bittencourt (PP); João Peixoto (PSDC); Marcos Abrahão (PTdoB), Marcus Vinicius (PTB), Nivaldo Mulim (PR), Paulo Ramos (PSOL), Silas Bento (PSDB) e Tio Carlos (SD).

O Ministério Público Federal entende que a decisão da Assembleia Legislativa tinha de ser comunicada primeiro ao desembargador federal Abel Gomes, a quem, afirmam os procuradores que atuam na Operação Cadeia Velha, caberia emitir os alvarás de soltura. Entretanto, os procuradores da Assembleia Legislativa e os advogados dos acusados fizeram prevalecer a decisão do plenário que, neste assunto, à luz da Constituição estadual, tem mais força que a decisão do TRF2. 

 

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