Andre Correa, Coronel Jairo, Luiz Martins, Chiquinho da Mangueira, Marcelo Simão, Marcos Abrahão e Marcos Vinícius são alvos da Operação "Furna da Onça"

 

Vinte e dois mandados de prisão e 40 de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira (8) por agentes da Polícia Federal e procuradores da República. Um dos alvos é o deputado estadual André Correa (foto), candidato a presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos no dia 25 de outubro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Batizada de Operação "Furna da Onça", a ação de hoje é no âmbito da Operação Cadeia Velha, extensão da Lava Jato, que há um ano prendeu o então presidente da Casa, Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, que tiveram nova prisão preventiva decretada nesta nova fase.

Delator afirma que parlamentar do DEM passou a receber mensalão de R$ 100 mil em 2011

 

Candidato à presidente da Assembleia Legislativa, o deputado André Correa, reeleito pelo DEM, foi citado em depoimento por Carlos Miranda, o "homem da mala" do ex-governador do Sérgio Cabral no esquema de recebimento de propinas de empreiteiras, prestadores de serviços e empresas de ônibus. Segundo Miranda, Correa começou receber pagamento de R$ 100 mil em 2011, quando atua co mo líder do governo na Alerj. De acordo com o delator, o compromisso de pagar ao deputado André Corrêa foi passado por Cabral a Luiz Fernando Pezão na transição de governo, em março de 2014. Miranda delatou ainda os deputados Luiz Martins e Marcos Abrahão, que, segundo ele recebiam R$ 80 mil mensais cada; Coronel Jairo e Marcos Vinicius, o Neskau, R$ 50 mil cada um e Marcelo Simão, o mais barato dos seis, com pagamento de R$ 20 mil por mês.

Um termo de cooperação técnica entre o Ministério Público Federal, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Ministério da Educação (MEC), a Secretaria Estadual e Educação e a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE) com vai ajudar na recuperação das escolas fluminenses. A Justiça Federal autorizou o uso de R$ 17,9 milhões – parte do dinheiro recuperado através da Operação Lava Jato em obras de reforma. O procurador da República Sergio Pinel (foto) comemora a decisão é histórica. "A decisão do juízo da 7ª Vara Federal Criminal é histórica e materializa a destinação para a educação valores arrecadados em processos relacionados ao combate à corrupção", afirmou.

Apesar de denúncias documentadas nenhum procedimento investigativo foi aberto até agora

Na próxima quarta-feira a procuradora-geral da República, Raquel Dodge vai receber em audiência o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS). Na pauta possíveis irregularidades em acordos de delação premiada da Operação Lava Jato, entre elas denúncias de favorecimento de escritórios que seriam ligados a juízes e procuradores. "Temos uma documentação robusta que foi entregue à PGR no mês de dezembro, após o depoimento do Tacla Duran na CPI do BNDES. Essas denúncias envolvem relação de juízes com escritórios para que fossem encaminhados clientes que só teriam as suas delações homologadas se contratassem tais escritórios, a ‘panela de Curitiba’. Nós temos denúncias de irmãos de procuradores que também são de escritórios de advocacia que representam o delator", afirmou pimenta (foto).

Decisão judicial é para garantir ressarcimento aos cofres públicos

A juíza Maria Paula Gouvea Galhardo, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), bloqueou bens de quatro conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE). De acordo com a magistrada, a decisão é para “garantir a eficácia da sentença e restabelecimento do patrimônio público”. Dos conselheiros Aloysio Neves Guedes e Marco Antônio Alencar foram bloqueados R$ 7,880 milhões. Já de José Gomes Graciosa e José Maurício de Lima Nolasco, foram R$ 7,800 milhões.  Os conselheiros são acusados de participarem de um esquema de corrupção relatado pelo ex-presidente do TCE, Jonas Lopes (foto),  firmou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.