José Carlos dos Reis Lavouras era um dos alvos da Operação Ponto Final

Sócio majoritário do Grupo JAL – dono da maior frota de ônibus da Baixada Fluminense –, o empresário José Carlos dos Reis Lavouras foi preso na noite de ontem, em Portugal, onde também tem negócios. A prisão dele foi decretada pelo juiz federal Marcelo Bretas na última segunda-feira, bem como a de 11 acusados de pagamento e recebimento de propinas. Denominada Ponto Final, a operação já havia detido o empresário o empresário Jacob Barata Filho, o presidente-executivo da Fetranspor Lélis Teixeira e o ex-presidente do Detro Rogério Onofre. Ontem também foi presa a esposa de Onofre.  Dayse Deborah Alexandra Neves detida na Rodoviária de Curitiba, indo para Florianópolis. Segundo o Ministério Público Federal, ela teria tentando reaver US$ 1,8 milhão em contas no exterior. “A investigada teve a ousadia de, apenas três dias após a prisão de seu marido e de decretada a indisponibilidade de seus bens, tentar reaver substancioso montante de dólares em fundo no exterior”, afirma o MPF.

Operador financeiro do ex-governador Sérgio Cabral "entregou" agentes públicos, políticos e empresários do setor de transporte de passageiros

Operador financeiro do sistema criminoso do ex-governador Sérgio Cabral, Luiz Carlos Bezerra contou ao Ministério Público Federal que recolhia propina também na sede da empresa Flores, localizada em São João de Meriti. A Flores é controlada pelo empresário José Alves Lavouras, também conhecido como "rei dos ônibus" na região, por ser proprietário de uma das maiores frotas no estado do Rio de Janeiro. Bezerra confirmou ainda que os codinomes "Jardim", "Flowers" e "Garden" constantes de anotações de contabilidade feitas em agendas, apreendidas durante a deflagração da Operação Calicute, em novembro de 2016, referem-se a José Carlos Reis Lavouras (foto), que também tem sociedade em mais 13 empresas de transporte de passageiros.

Juiz Sérgio Mouro havia condenado Vaccari a 15 anos e quatro meses de prisão

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (foto) teve anulada nesta terça-feira (27) uma condenação a 15 anos e quatro meses de prisão imposta pelo juiz Sergio Mouro. A decisão foi tomada pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em recurso impetrado pela defesa de Vaccari no processo em que ele era acusado dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, por ter, segundo a acusação do Ministério Público Federal, intermediado para o PT R$ 4,26 milhões de propinas acertadas com a Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobras pelo contrato do Consórcio Interpar. O Tribunal informou que os desembargadores entenderam que as provas contra Vaccari são “insuficientes” e se basearam “apenas em delações premiadas”.

Juiz da Lava Jato não viu prova de que Claudia Cruz sabia de depósito de US$ 1 milhão

Em sentença divulgada no final tarde desta quinta-feira (25), o juiz federal Sergio Moro inocentou a mulher do ex-deputado Eduardo Cunha em processo no qual ela foi acusada pelos procuradores da Lava Jato dos crimes de evasão fraudulenta de dinheiro e lavagem de dinheiro. Moro não viu provas de que Claudia Cruz (foto) tivesse conhecimento da existência de US$ 1 milhão - “dinheiro de origem ilícita”, segundo o Ministério Público Federal - em sua conta bancária. 

O que o Supremo Tribunal Federal está esperando para anular esse acordo de delação premiada que deixa livre de qualquer processo o empresário Joesley Batista, manda-chuva maior do grupo JBS? Como se não bastassem a multa irrisória estipulada pelo “imaculado” Ministério Público, o fato de um procurador da República - que se demitiu um dia antes de a gravação clandestina de uma conversa com entre Joesley e o presidente Michel Termer – ter se associado ao escritório de advocacia que representa a JBS e – e a derrapada feia na curva do cacique da PGR, Rodrigo Janot, que inseriu a gravação no inquérito sem solicitar que o material fosse periciado antes, agora vem à tona a informação de que Edson Fachin (foto) pediu ajuda a gente da JBS para assegurar sua nomeação como ministro do STF. Já sei. Vão dizer que o ministro não sabia, em 2015, quando isso aconteceu, da relação promíscua do empresário com parlamentares.

Muito bem. Se não sabia agora já sabe, assim como tem pleno conhecimento de que a gravação não foi periciada e que Joesley deve R$ 2,3 bilhões ao INSS e obteve empréstimos bilionários junto ao BNDES, que dificilmente serão pagos.