A 57ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Sem Limites, deflagrada nesta quarta-feira (5) pela Polícia Federal, investiga o pagamento de pelo menos US$ 31 milhões em propinas para operadores e então funcionários da Petrobras, entre os anos de 2009 a 2014. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), essas propinas foram desembolsadas por “grandes empresas do mercado de petróleo e derivados – conhecidas como tradings”. Entre elas estão a Vitol, Trafigura e Glencore. Segundo as investigações, há suspeita de que, entre 2011 e 2014, elas fizeram pagamentos de propinas nos valores de US$ 5,1 milhões, US$ 6,1 milhões e US$ 4,1 milhões, respectivamente, "relacionadas a mais de 160 operações de compra e venda de derivados de petróleo e aluguel de tanques para estocagem".

Governador do Rio, segundo o MPF, teria recebido R$ 39 milhões entre 2007 e 2015

 

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, foi preso por agentes da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (29) no Palácio Laranjeiras. Ele é o alvo principal da Operação Boca de Lobo, no âmbito da Lava Jato. Além da prisão do governador, de um sobrinho dele e de empresários, foram expedidos mandados de busca e apreensão em endereços do Rio, Pirai, Volta Redonda, Niterói e Juiz de Fora (MG). Segundo o Ministério Público Federal, o governador teria recebido R$ 39 milhões em oito anos. Já o delator Carlos Miranda – operador financeiro do ex-governador Sergio Cabral – contou que Pezão recebia R$ 150 mil mensais durante o período em que foi vice-governador.

Vinicius Farah foi eleito deputado federal com mais de 57 mil votos

 

Recém-eleito deputado federal pelo MDB  com 57.707 votos, Vinicius Farah (foto), ex-prefeito de Três Rios, município do interior Fluminense e ex-presidente do Detran, é um dos 22 que tiveram prisão decretada na Operação "Furna da Onça", realizada na manhã de hoje (8) pelo Ministério Público Federal, com apoio da Polícia Federal. Ele é investigado no esquema de pagamento de propina a sete deputados estaduais para que estes votassem as mensagens do governo na Alerj. Os parlamentares também tiveram decreto de prisão.

Andre Correa, Coronel Jairo, Luiz Martins, Chiquinho da Mangueira, Marcelo Simão, Marcos Abrahão e Marcos Vinícius são alvos da Operação "Furna da Onça"

 

Vinte e dois mandados de prisão e 40 de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira (8) por agentes da Polícia Federal e procuradores da República. Um dos alvos é o deputado estadual André Correa (foto), candidato a presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos no dia 25 de outubro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Batizada de Operação "Furna da Onça", a ação de hoje é no âmbito da Operação Cadeia Velha, extensão da Lava Jato, que há um ano prendeu o então presidente da Casa, Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, que tiveram nova prisão preventiva decretada nesta nova fase.

Delator afirma que parlamentar do DEM passou a receber mensalão de R$ 100 mil em 2011

 

Candidato à presidente da Assembleia Legislativa, o deputado André Correa, reeleito pelo DEM, foi citado em depoimento por Carlos Miranda, o "homem da mala" do ex-governador do Sérgio Cabral no esquema de recebimento de propinas de empreiteiras, prestadores de serviços e empresas de ônibus. Segundo Miranda, Correa começou receber pagamento de R$ 100 mil em 2011, quando atua co mo líder do governo na Alerj. De acordo com o delator, o compromisso de pagar ao deputado André Corrêa foi passado por Cabral a Luiz Fernando Pezão na transição de governo, em março de 2014. Miranda delatou ainda os deputados Luiz Martins e Marcos Abrahão, que, segundo ele recebiam R$ 80 mil mensais cada; Coronel Jairo e Marcos Vinicius, o Neskau, R$ 50 mil cada um e Marcelo Simão, o mais barato dos seis, com pagamento de R$ 20 mil por mês.