Dinheiro iria para uma fundação que ainda nem tinha sido criada

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu hoje (15) suspender o acordo feito entre a força-tarefa da Operação Lava Jato e o governo dos Estados Unidos para ressarcimento dos prejuízos causados a investidores norte-americanos pelos casos de corrupção na Petrobras. Na decisão, o ministro também bloqueou valores depositados em uma conta judicial vinculada à 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba. O montante não foi divulgado. O pedido de suspensão foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

E situação de Joesley Batista pode ficar ainda mais complicada

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin encerrou ontem (28) a instrução do pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para homologar a rescisão do acordo de colaboração dos executivos do grupo J&F. Com a decisão, a PGR terá 15 dias para enviar à Corte as alegações finais do caso e, em seguida, as defesas dos delatores terão o mesmo prazo para se manifestar. Após o cumprimento do prazo, o gabinete do ministro vai enviar o caso para julgamento pelo plenário da Corte. Em setembro de 2017, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu ao Supremo a rescisão do acordo de colaboração de Joesley Batista, um dos sócios do grupo J&F, e do executivo do grupo Ricardo Saud. Desde então, Edson Fachin, relator do caso, analisa a questão.

Decisão é provisória e ainda será analisado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça

 

O deputado estadual Francisco Manoel de Carvalho, Chiquinho da Mangueira, teve o pedido de prisão domiciliar atendido pelo  presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio Noronha. O magistrado acatou o argumento da defesa do parlamentar de que ele está doente e não estaria recebendo o tratamento adequado na prisão. Ele foi preso em novembro do ano passado na operação Furna da Onça. Segundo a defesa, Chiquinho perdeu oito quilos nos últimos e corria risco de vida se permanecesse na prisão.

Pedido foi enviado pela PGR ao STF

 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ontem  (9) a condenação do ex-ministro e ex-deputado Geddel Vieira Lima a 80 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ela também pediu a condenação do deputado Lúcio Vieira Lima (foto) a 48 anos e seis meses de prisão, pelos mesmos crimes.  Ele é irmão de Geddel e não conseguiu se reeleger nas últimas eleições.

Colaboração estaria sendo negociada pelo novo advogado do ex-governador

 

O jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo, informou neste domingo que o ex-governador Sergio Cabral – condenado a penas que somam quase 200 anos de reclusão – estaria disposto a colaborar com o Ministério Público Federal e para isto seu novo defensor,  o advogado João Bernardo Kappen, teria recebido procuração para começar as negociações. De acordo com Lauro, "o cardápio inicial inclui o Judiciário (tanto o Tribunal de Justiça do Rio quanto o STJ), ex-chefes do MP fluminense, as jogadas nebulosas da Copa do Mundo e da compra de votos para a Olimpíada de 2016, além de detalhamentos de fatos já narrados em outras colaborações".