Ainda bem que tem generais no governo do capitão

Em tempos de paranoia os fardados trabalham pelo equilíbrio

 

Quem leu a nota oficial do chanceler Ernesto Araújo sobre os conflitos na Venezuela percebeu que o ministro das Relações Exteriores não está sendo nada diplomático. O discípulo de Olavo de Carvalho mistura tudo e bate no liquidificador do despreparo e, daí, sai com uma besteira atrás da outra. É mais um dos truculentos civis que integram o governo do presidente Jair Bolsonaro que, a exemplo dos seus filhos, costuma apagar fogo com gasolina. Enquanto os militares vão usando do bom senso, a ala dos extremistas parte para o ataque. Não é só na questão da Venezuela não. É sobre tudo, num eterno “nós contra eles”, com os que conseguem pensar e tem argumentos de sobra, incluídos no grupo do “eles”, como são classificados aqueles que os bolsonaristas tem como inimigos…

Os generais que estão no governo estão se comportando como democratas, enquanto o chefe do Itamarati, o ministro colombiano da Educação e outros defendem a exceção. Vide Hamilton Mourão, por exemplo. Ele e os demais generais conversam, ponderam, defendem o diálogo em qualquer que seja a questão, enquanto os civis gritam, esperneiam, dão soco na mesa e fazem das redes sociais a difusora de suas paranoias.

Esse tal Araújo – que chama todos lá no Itamaraty de “esquerdopatas” e “comunistas” – defende, por exemplo, que o Exercito americano instale uma base na Amazônia e até tenha à sua disposição o aeroporto de Boa Vista.

Digam-me lá, isto coisa de uma pessoa normal?

Ufa! Ainda bem que temos militares nesse governo de civis cada vez mais paranóicos e truculentos.

(Esta é a opinião do elizeupires.com)

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