Deputado estadual eleito pela sigla disputou mandato de vereador pelo PC do B

 

Durante a campanha eleitoral do ano passado a militância do PSL chamava de comunista, esquerdopata ou petralha qualquer um que ousasse fazer comentários que desagradassem aos bolsonaristas. Era assim nas ruas, nos bares, nas redes sociais e até nos lares. Por pouco não se chegava às vias de fato, mas no futuro bloco do mito na Assembleia Legislativa do Rio há quem - que pelo menos por um período - foi comunista. É o deputado estadual eleito Anderson Luis de Moraes, o Anderson da Margareth (foto), que em 2016 disputou, pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), um mandato de vereador em Nova Iguaçu, somando 2.184. Ele concorreu com o número 65067 numa aliança com o PPS nominada "Unidos Pela Mudança".

Mas ainda cabe recurso em instâncias superiores

 

A edição desta quarta-feira (16) da Justiça Eleitoral publicou sentença do juízo da 62ª Zona Eleitoral cassando os diplomas da prefeita e do vice-prefeito de Saquarema e declarando inelegibilidade da prefeita por oito anos, prazo que começa a ser contado a partir da data da eleição de 2016. Manoela Ramos de Souza Gomes, a Manoela Peres e Pedro Ricardo de Carvalho Oliveira foram denunciados pelo uso indevido dos meios de comunicação. Ainda são réus na ação o ex-prefeito da cidade, Antonio Peres – marido de Manoela –, Joana Correa de Magalhães e João Luiz de Magalhães. Peres, que já está inelegível, também pegou oito anos. A prefeita e o vice permanecem nos cargos até a apreciação de recurso pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Divisão bota quatro de um lado e sete do outro

 

Com 11 deputados estaduais eleitos, o PSL do Rio estaria rachado. Os "bicudos" não se beijam e o que se comenta nos bastidores é que existem dois blocos dentro da legenda, um com quatro e outro com sete. A divisão está sendo colocada na conta da deputada Alana Passos que, segundo descontentes, estaria se achando dona do pedaço. A maioria não concorda que as coisas sejam decididas no grito nem com imposições de cima para baixo. Defende posições democráticas em vez de chutes na canela, conversas em vez de soco na mesa. Alana - que teve 106 mil votos -  é companheira de Robson Ferreira de Souza, que chegou a ter dois cargos comissionados ao mesmo tempo, um cerca de 40 quilômetros de distância  do outro. Em 2 de janeiro de 2017 ele foi nomeado para o cargo de assessor de iluminação da Secretaria de Infraestrutura de Nova Iguaçu, quando ocupava função de assessor parlamentar no gabinete do deputado Zaqueu Teixeira, da qual só foi exonerado no dia 9 de agosto do mesmo ano. Robson já é apontado por aliados em Queimados como pré-candidato a prefeito da cidade em 2010.

Se cassação da prefeita for confirmada pelo TRE

 

Os eleitores de Silva Jardim, pequeno município do interior fluminense, poderão ter de voltar às urnas antes do previsto para a escolha de um novo governante. É que a atual prefeita, Maria Dalva Silva do Nascimento, teve o diploma de vice-prefeita cassado pela Justiça, em decisão tomada pelo juízo da 63ª Zona Eleitoral, numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral proposta pelo Ministério Público. Foi impetrado recurso em instância superior e se a decisão for mantida o Tribunal Regional Eleitoral poderá marcar uma eleição suplementar ainda para este ano. Maria Dalva assumiu a Prefeitura com a renúncia do titular, Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre, que saiu para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.

Declaração por pouco não afeta a relação entre o governo e a Assembleia Legislativa

 

Apesar do recesso a semana começa quente na Assembleia Legislativa e não é por conta das altas temperaturas registradas nos últimos dias no Rio de Janeiro. É que soou como ameaça a declaração do secretário de Polícia Civil, Marcos Vinicius Braga (foto), ao jornal O Dia, de que agora "agora você vai ver muito deputado e prefeito sendo preso no carro da Polícia Civil". Depois do disparo verbal o secretário telefonou para o presidente da Alerj, André Ceciliano e tentou aliviar a tensão, alegando ter sido "mal interpretado" pelo jornal, o que parece não ter adiantado de nada, pois boa parte dos membros da Casa – inclusive alguns que ainda nem tomaram posse – defendem a convocação do secretário para que ele se explique e apresente a lista dos deputados e prefeitos que seriam presos.