Visto como fiel escudeiro do prefeito, o presidente Rafael Jardim acatou o parecer e mandou arquivar o requerimento

Presidente acatou alegação esquisita da assessoria jurídica da Casa

Das duas uma: os vereadores de oposição não conhecem do ofício ou o procurador da Câmara deu uma derrapada ao despachar pela não formação de uma comissão de investigação requerida para apurar as péssimas condições dos serviços no hospital municipal de Casimiro de Abreu. Em um parecer considerado no mínimo "esquisito" por alguns frequentadores das sessões legislativas, o procurador Marcus Henrique Garcia destacou que "a apuração pretendida deveria ser dirigida a Comissão Permanente de Educação, Saúde, Assistência e Meio Ambiente" e para arrematar apontou um erro material no requerimento dos vereadores Adriano Lima e Ramon Gidalte, que em vez de Comissão Especial de Inquérito os oposicionistas propuseram a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, o que independente do nome teria, quando levadas a eleito, tem a mesma finalidade.

O presidente Marcelo Santos Rosa (centro) prometeu transparência, mas nada aconteceu ainda (Foto:Divulgação/CMM)

Câmara de Mesquita gastou mais de R$ 5,2 milhões este ano, mas não mostra as contas

Onde e em que a "Casa do Povo de Mesquita", a assim chamada Câmara de Vereadores do município mais jovem da Baixada Fluminense, está gastando o dinheiro desse mesmo povo que desde 2001 vem pagando caro para manter a "sua casa", um instituição conhecida por guardar em segredo suas contas e criticada pelo fato de seus integrantes terem fechado os olhos para uma série de irregularidades atribuídas à gestão do ex-prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro? Embora a Câmara não revele as contas que deveriam ser públicas, a Casa já recebeu este ano mais de R$ 5,2 milhões e na próxima segunda-feira deverá ser feita a transferência de agosto, uma parcela de R$ 673.147,53. O problema é saber o que está sendo feito com esse dinheiro, já que a tão prometida transparência ainda não saiu do papel, pois os vereadores que levaram 15 anos para descobrir que uma de suas funções é fiscalizar os atos do Poder Executivo, não se movem para abrir a caixa-preta em que a contabilidade da Câmara foi transformada.

Na cara Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu nada é feito para fiscalizar os atos da administração municipal

Vereadores fecham os olhos para as "emergências" da Prefeitura e ainda aplaudem

Ao que tudo indica o prefeito Rogério Lisboa (PR) vai cumprir os quatro anos de mandato sem ter qualquer problema com a Câmara de Vereadores, onde, apesar das "derrapadas" de sua administração, é aplaudido pela ampla maioria dos membros da Casa, que se mostra satisfeita com uma situação que só não incomoda mesmo aos que não podem e ou não querem ver e ouvir. Na cara dos "nobres representantes do povo" o governo tem abusado dos contratos sem licitação e cometeu uma irregularidade sem precedentes na história da administração municipal: renovou, por termo aditivo, um contrato de publicidade, quando isso não podia mais ter sido feito, uma vez que havia ocorrido seis renovações do mesmo contrato e o certo seria abrir um processo licitatório. Assim sendo, diante do omisso Poder Legislativo, a Agência Nacional de Propaganda, que teria entre seus diretores Fausto Severo Trindade - o todo poderoso de Nova Iguaçu na gestão do prefeito Lindberg Farias -, vai receber dos cofres da municipalidade mais R$ 5 milhões.

Meta é fazer uma bancada com seis parlamentares na Alerj e com quatro federais

Presidido no Rio pelo ex-prefeito de São João de Meriti Sandro Matos, o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) está se preparando paras as eleições de 2018, organizando a nominata da legenda com vistas à disputa de vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara de Deputados. Segundo Sandro Matos, o PHS está trabalhando com a meta de eleger seis deputados estaduais e quatro federais. O partido passou por uma reformulação no estado a partir de 2015, quando o então prefeito de Meriti deixou o PDT para assumir a presidência regional da legenda, que foi a que mais cresceu no território fluminense no ano passado.

Flávio Berriel, era presidente da Câmara quando o cargo de prefeito caiu em seu colo no final de 2015 (Foto:CMA)

Além de distribuir material de construção prefeito é acusado de contratações em período eleitoral

Alguns dos que tiveram acesso à íntegra do processo no qual o prefeito Flávio Diniz Berriel, o Dezoito (foto) teve o mandato cassado pelo juízo da 34ª Zona Eleitoral vê poucas chances de ele vir a reverter a situação em instância superior e chega a apostar numa eleição suplementar, com os eleitores de Aperibé – uma pequena cidade do Noroeste Fluminense –, sendo convocados para eleger novos prefeito e vice. Além disso, a situação jurídica do prefeito que já vista como "muito delicada", pode se complicar com outro processo, esse pela suposta contratação irregular de pessoal, com a Prefeitura recrutando trabalhadores temporários em pleno período eleitoral. Dezoito, que assumiu o governo em dezembro de 2015, foi eleito no ano passado com 3.823 votos, uma diferença de 194 sobre o segundo colocado, o empresário Vandelar Dias da Silva, que concorreu pelo PSDB e obteve 3.629 votos. De acordo o que foi denunciado, Berriel contratou mais de 400 funcionários em 2016, pelo menos 80 em período vedado pela legislação.