Partido barra entrada do político que sonhava disputar o governo do estado pela legenda

Se quiser mesmo disputar o governo do estado do Rio ou qualquer outro mandato eletivo em 2018 o Antonhy Garotinho (foto) vai ter de procurar outra legenda. Atualmente no PR, partido onde está cada vez mais sem espaço, o político tentou transferir-se para o Partido Democrático Trabalhista - onde já esteve e pelo qual já exerceu mandatos de deputado estadual e de prefeito (de Campos, Norte Fluminense), ele foi recusado pelo comando do diretório estadual, que não o quer de volta. O PDT está de namoro com o ex-prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, que poderá ser o candidato da legenda ao Palácio Guanabara.

Presidida pelo vereador Rogério Teixeira Júnior, o Juninho do Pneu, a Câmara de Nova Iguaçu tem 17 pares de olhos que nada vêem de suspeito nas “emergências” do prefeito

Prefeitura de Nova Iguaçu já comprometeu mais de R$ 50 milhões sem licitação

Durante o expediente desta terça-feira a Prefeitura de Nova Iguaçu deverá fazer o terceiro repasse do ano para a Câmara de Vereadores, elevando a mais de R$ 6 milhões a soma de recursos transferidos nos três primeiros meses de 2017 para o Poder Legislativo, cujos membros vêm fechando os olhos para uma prática que, apesar do pouco tempo, já está banalizada na gestão do prefeito Rogério Lisboa (PR), que venceu as eleições pregando que havia um “jeito de fazer bem feito”, mas está seguindo os mesmos passos de governantes anteriores, abusando dos contratos sem licitação. Até ontem, em 79 dias governo, Lisboa já havia comprometido R$ 52.023.775,21 sem os devidos processos licitatórios, alegando situação de emergência para fazer contratos de terceirização de serviços, a maioria deles nos setores de Saúde e Educação. Para isso a administração municipal anulou contratos para fornecimento de merenda, serviços de vigilância, portaria e limpeza em escolas, postos de saúde, Maternidade Mariana Bulhões e no Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse, tudo isso na cara de vereadores que não parecem nada dispostos a bater de frente com o governo.

Waguinho demoliu creche e criou situação de emergência para alugar um prédio de sua igreja 

A Creche Geraldo Dias Fontes demolida às pressas na noite de quarta-feira (8), mesmo com uma decisão liminar mandando a Prefeitura se abster da destruição do prédio, estava em condições de funcionamento e dependia apenas de pequenos reparos. A informação é de funcionários que na última segunda-feira foram surpreendidos por operários, tratores e pela ordem do prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), que, diante da reação de moradores, para não perder a viagem, mandou que derrubassem o posto de saúde que funcionava próximo. A prova de que não havia necessidade de demolir a creche está nas palavras do secretário de Educação Dennis Macedo. Ele afirmou que o prédio seria derrubado porque teria sido transformado em ponto de prostituição e criadouro de mosquitos, mas como mentira dura pouco, ontem ficou claro o objetivo do prefeito: criar uma situação de emergência para alugar por R$ 18 mil mensais um prédio da Igreja Nova Vida, seita da qual ele e a esposa são membros.

Poderes e privilégios de uns frustram outros e a porta da rua pode ser a saída

Indicado para o cargo por um cacique do diretório nacional do PR, o secretário de Obras, Habitação, Ambiente e Defesa Civil Antônio José Raymundo Sobrinho, pode estar próximo da porta de saída e o motivo seria o descontentamento com a falta de ações efetivas, já que até agora ele ainda não teria mostrado porque saiu de São Gonçalo – onde foi secretário de Infraestrutura – e foi parar em São João de Meriti. Na verdade o grupo do prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João, não está nada satisfeito com o poder excessivo dado ao vice-prefeito e titular da Secretaria de Governo e Coordenação Geral, Gelson Azevedo (foto) e com os supostos privilégios que estariam sendo dispensados a secretária de Saúde Marcia Fernandes Lucas, que, mesmo cursando o sexto período de medicina (que tem uma elevada carga horária de aulas, quase regime integral em alguns casos), foi nomeada para comandar a pasta mais importante da administração municipal. No caso do secretário de Obras ele seria um “estranho no ninho” e só teria sido nomeado por causa da indicação de um manda-chuva do Partido da República.

Pedido de cassação do prefeito despertou até quem já tinha negociado com o governo

Desde que assumiu a Prefeitura de Duque de Caxias que o prefeito Washington Reis (foto) vem trabalhando para enfraquecer os grupos de oposição e até já conseguiu desmontar alguns deles oferecendo cargos no governo. Porém, um pedido de cassação do mandato dele e do vice-prefeito, Marcos Pessanha, protocolado esta semana pela Procuradoria Regional Eleitoral no Rio, os olhos dos opositores se abriram para a possibilidade de vir ocorrer uma nova eleição no município de maior receita na Baixada Fluminense. Ação da PRE tem por base uma condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal em processo no qual Washington foi denunciado por prática de crime ambiental.