Processo político contra o prefeito de Mesquita seria mais para pressionar por cargos

Denominados desde a última terça-feira (9), como “soldados” do ex-prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto) – que abandonou a cidade logo depois das eleições e deixou todo o funcionalismo sem salário, optando por pagar alguns fornecedores – os vereadores reeleitos em outubro e que esta semana decidiram por uma comissão processante contra o prefeito Jorge Miranda, estariam é usando o instrumento para pressionar o governo no sentido de obterem mais espaço. De acordo com uma fonte ligada à Câmara, o grupo estaria apenas “batendo na cangalha”, uma expressão portuguesa que significa recado indireto. O interesse de boa parte dos membros da Câmara de Mesquita, diz a fonte, seria chamar Miranda “no pio” para uma conversa no sentido de conseguir espaço no governo. “Na verdade alguns vereadores tinham muito espaço na gestão de Gelsinho e o Jorge (Miranda), não abre brecha para eles, pois está trabalhando com o mínimo para poder cobrir o rombo deixado pelo ex-prefeito”, completa.

Seja lá qual for o pensamento dos vereadores nesse caso, a decisão de abrir um processo interno contra o prefeito está repercutindo mal na cidade. Não pela comissão processante em si, porque isso é uma prerrogativa do Poder Legislativo que tem mesmo o dever de fiscalizar os atos do Poder Executivo. O problema é o motivo: a abertura de um crédito especial no orçamento no valor de pouco mais de R$ 14 milhões para usar dinheiro emprestado do fundo de previdência municipal, o Mesquita Previ, para pagar, de uma vez só, dois meses de salário atrasado e o décimo terceiro, zerando a dívida deixada pelo ex-prefeito com o servidores.

“Não sei se o recado dado ao prefeito vai funcionar, mas pelo menos junto à opinião pública a coisa ficou esquisita para os vereadores, que vão ter que passar a pensar mais antes de tomarem decisões radicais como essa, pois o Jorge (prefeito) tem o respaldo popular, está arrumando a casa e não está sendo acusado de nenhuma fraude. Um Casa que fechou os olhos para uma gestão como a de Gelsinho não está muito à vontade para questionar esse crédito aberto para pagar aos servidores”, finalizou a fonte.

 

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