Contas do Legislativo são tão misteriosas quanto as da Prefeitura

Transparência, está no dicionário, é a “qualidade ou condição do que é transparente” ou, mais simples ainda, “coisa transparente”, mas, ao que parece, o presidente da Câmara de Vereadores de Silva Jardim, Roni Luiz Pereira (foto) ou “Roni da Alexandre” –, como ele gosta de ser chamado para denotar lealdade ao patrão, o prefeito Anderson Alexandre, de quem ele é empregado numa rede de farmácias –, não tem a menor ideia do que se trata, já que não faz o mínimo esforço para cumprir a lei de acesso à informação, disponibilizando no site oficial da Casa, os valores desembolsados com salários dos servidores, subsídio dos seus pares e as despesas de manutenção. Para este ano, por exemplo, está empenhado em favor da Câmara R$ 3,920 milhões, mas ninguém sabe quanto foi repassado até agora e quanto foi gasto.

Presidindo a Casa desde que assumiu o primeiro mandato – em janeiro de 2013 – Roni nunca abriu as contas da Câmara e não é questionado sobre isso pelos demais vereadores, que também não fiscalizam os gastos da Prefeitura, mesmo o prefeito sendo alvo de varias ações judiciais por improbidade administrativa e de inquéritos no Ministério Público. Na verdade, a permanência de Roni na presidência da Câmara por três períodos consecutivos é uma imposição do prefeito, exatamente para evitar possíveis problemas no Legislativo.

 

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