Renato Harbe, Ricardo da Karol e José Augusto Nalin poderiam ter obtido mais votos não fosse a opção por nomes de fora. O vice-prefeito Vandro Familia pretende uma cadeira na Alerj

66 deputados estaduais e 46 federais foram votados na cidade, mas não ajudam em nada

Apenas três dos 70 membros da Assembleia Legislativa eleitos em 2014 não tiveram votos em Magé. Tirando a votação conferida ao único nome local a conseguir um mandato, 66 "estrangeiros" somaram cerca de 40 mil votos, uma votação vista como perdida, considerando que nenhum deles move uma palha sequer pela cidade. Se todos os eleitores optassem pelos nomes locais poderiam ser hoje três vozes na Alerj. Já em relação aos deputados federais, a soma conferida a candidatos de fora é ainda maior: todos os 46 declarados eleitos para integrar a bancada fluminense foram votados pelos mageenses e, por conta disto, o município não conseguiu nenhuma cadeira na Câmara dos Deputados, ficando apenas com a quinta suplência na aliança encabeçada pelo PMDB. Magé só tem hoje um representante em Brasília porque dos eleitos três exercem atualmente mandatos de prefeito, um foi cassado e outros se licenciaram para ocupar cargos no Executivo. Se 51.139 mageenses não tivessem optado por federais de fora, José Augusto Nalin seria titular desde fevereiro de 2015 e a cidade teria ganho mais uma cadeira.

Dos 112 políticos de fora da cidade declarados eleitos em outubro de 2014, a maioria sequer esteve em Magé para pedir votos, optando por se fazer representar por cabos eleitorais, lideranças como pastores evangélicos, sindicalistas, delegados de partidos e até mesmo vereadores. Não fosse assim políticos como Arolde de Oliveira, Ezequiel Teixeira, Samuel Malafaia, Sostenes Cavalcante, Rosangela Gomes, Wagner Montes, Fábio Silva, Rosangela Zeidan, Marcelo Freixo, Paulo Melo, Dionísio Lins, Carlos Minc, Carlos Roberto Osório, Luiz Martins, Domingos Brazão, Daniele Guerreiro, Marcia Jeovani, João Peixoto, Eliomar Coelho, Janio Mendes, Clarissa Garotinho, Eduardo Cunha, Luiz Carlos Ramos, Celso Pansera, Soraia Santos, Julio Lopes, Hugo Leal, Alessandro Molon, Benedita da Silva, Jandira Feghali, Jean Willys, Chico Alencar, Indio da Costa, Paulo Feijó, Cristiane Brasil, Otávio Leite, Rodrigo Maia, Glauber Braga, Altineu Cortes, Francisco D´Angelo, Miro Teixeira, Sergio Zveiter, Luiz Sergio Nóbrega, Fernando Jordão, Alexandre Valle, Alexandre Serfiotis e outros mais não teriam completado suas votações em terras mageenses.

Entre os candidatos a estadual locais o deputado Renato Cozzolino Harbe foi o mais votado (21.345), seguido de Ricardo da Karol (11.593) e Sonia Sthoffel (10.439). Dos federais os mais votados foram José Augusto Nalin (24.194) e Leonardo Franco Pereira (13.353). Destes cinco nomes apenas Sônia e Leonardo não deverão concorrer em 2018. Ainda não se sabe se Renato vai tentar a reeleição ou disputar uma vaga de deputado federal para deixar mais espaço para Ricardo da Karol, que está negociando internamente para ver se fica no PMDB ou se busca abrigo em outra legenda, mas nos meios políticos já é dada como certa a candidatura do vice-prefeito Vandro Gonçalves, Vandro Família a deputado estadual, mas ainda não se sabe por qual partido.

Comentários  

0 #1 Marcio Martins 20-09-2017 09:37
Até parece que ninguém sabe que os vereadores, verdadeiros cabos eleitorais dos "estrangeiros", se vendem em troca dos votos de seus "súditos"... Todos tem um preço, alguns custam mais caros que os outros...Ideolo gia e bem comum são utopias anos luz distantes de nossas realidades!!
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0 #2 Flavia 20-09-2017 11:15
Os caras de pau pegam os votos e voltam quatro anos depois para pegar de novo e o povo ainda vota novamente.
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