Para a muitos vereadores a proximidade com o prefeito não passou da foto feita no dia da diplomação

O prefeito só estaria atendendo pessoalmente o presidente da Câmara

Com três mandatos de vereador no currículo, um de deputado federal e um de estadual, o prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, tem profundo conhecimento de como se dão e como são as demandas levadas ao Executivo pelos membros do Legislativo e talvez seja por isso mesmo que não tem aberto as portas de seu gabinete para receber os vereadores, atendendo apenas um deles, o presidente da Câmara, Rogério Teixeira Junior, o Juninho do Pneu. A restrição está irritando algumas cabeças na Casa, onde o prefeito conta com apoio geral e irrestrito de pelo menos 14 integrantes que, inclusive, tem fechando os olhos para a fábrica de emergências montada pela Prefeitura para fazer contratos sem licitação que já somam cerca de R$ 100 milhões.

Os desprestigiados reivindicam o direito de falarem diretamente com o prefeito, dispensando a figura de 'despachante' na qual, revelam alguns deles, o presidente da Câmara teria se transformado. O descontentamento é grande, embora a maioria continue apoiando o governo em tudo. "Meu posicionamento e meu voto valem tanto quanto os do presidente. Me recurso a conversar com o prefeito através de um intermediário", diz um dos vários que estão se sentindo diminuídos e que podem se rebelar se as portas permanecerem fechadas para eles.

Embora propagasse na campanha que as coisas seriam diferentes e que vereador não controlaria escola nem posto de saúde em sua administração - mesmo não fazendo o atendimento direto aos que lhe defendem na Câmara e não se movem em nada para fiscalizar os atos de sua gestão -, o prefeito tem feito concessões e unidades de ensino e de atendimento médico continuam tendo 'donos' e a 'posse' estaria sendo dada através do 'despachante de luxo', como o presidente da Câmara é chamado nos bastidores do poder.

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar