Goste a família Picciani ou não o ex-prefeito Eduardo Paes é o único com chances de vitória que o (P) MDB pode lançar na disputa pelo Palácio Guanabara. Sem 'rabo preso' com o todo poderoso Jorge (Picciani) - que mesmo preso sob a acusação de ter recebido R$ 50 milhões em propina - ainda manda na legenda, Paes chegou a pensar em mudar de sigla, mas pelo menos até ontem não havia definido nada sobre isso e pode até ficar no agora MDB, mas se ele sair, o partido não terá alternativa que não formar uma chapa com DEM, PSDB, PP, SDD e até o PR, tendo como cabeça de chapa o vereador Cesar Maia, o que já estaria alinhavado. Entretanto, a preocupação maior, seria garantir a união também na eleição proporcional, para assegurar nova temporada em Brasília ao deputado Leonardo Picciani, atual ministro do Esporte; dar um mandato a Moreira Franco e emplacar mais uns dois ou três se possível for.

Com o partido em um buraco que pode ficar ainda mais fundo por conta da Operação Cadeia Velha, o salve-se-quem-puder é a palavra de ordem entre os 'peixes grandes', prontos para engolir os menores, suplentes que mais se destacaram nas eleições de 2014. Os alvos, conta uma fonte ligada ao 'clube', seriam os que chegaram a somar entre 25 mil e 35 mil votos naquele pleito, volume difícil de ser atingido atualmente, mesmo diante da perspectiva de significativa queda no coeficiente eleitoral, uma vez que já se estima uma abstenção de até 50% na eleição proporcional. Pelo andar da carruagem o suplente que conseguiu ser deputado por um tempo, está mais para índio do cinema americano - já entra no filme sabendo que vai morrer - terá mais chances se pular logo da canoa furada em que o partido se transforou no estado do Rio de Janeiro.

O fato é que - realidade que hoje os donos do MDB no Rio tentam manter entre quatro paredes - os suplentes estão sendo vistos pelos caciques como meros cabos eleitorais e a Baixada Fluminense, segundo maior colégio eleitoral do estado, continua sendo tratada internamente como curral eleitoral, expressão tão antiga quanto a República Velha, mas muito comum, por exemplo, no município de Queimados, cidade pobre confundida como propriedade da família Picciani, graças ao um nome inexpressivo a nível regional, mas que se coloca como senhor de um universo de quase 146 mil habitantes e pouco mais de 113 mil eleitores, o ex-prefeito Max Lemos, que, em seu devaneio, acha que pode conseguir para si e para o Picciani filho até 60% do votos nominais que forem computados nas urnas locais, segundo espalham por aí alguns dos que lhe apoiam nas comunidades mais carentes da região.

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