E ex-prefeito de Queimados seria o escolhido para funcionar como cabo eleitoral de luxo

A prisão do chefe do clã afetou em cheio a estrutura política da família Picciani, mas os dois deputados que a representam poderão sair reeleitos da Baixada Fluminense e para isso o grupo estaria preparando o que seria uma jogada de mestre: maior cabo eleitoral de Leonardo e Rafael Picciani, o ex-prefeito de Queimados, Max Lemos (foto), deixaria de disputar um mandato parlamentar e ir para "sacrifício" de uma candidatura a governador, não pelo MDB, mas por uma legenda pequena, ainda não definida. Foi o que revelou hoje ao elizeupires.com uma fonte ligada ao grupo.  Agora há pouco, entretanto, através de sua assessoria, Max informou que foi convidado a candidatar-se a governador mas agradeceu a lembrança de seu nome e decidiu manter candidatura a deputado federal. A recusa, se de fato ocorreu, pode ter sido mais pela certeza de que daria com os burros n´água que por humildade, coisa que quem o conhece bem sabe que Lemos não tem.

Embora tenha ramificações políticas em todo o estado do Rio de Janeiro e detenha inúmeros cargos na Assembleia Legislativa em órgãos do governo estadual, o clã tem, desde 2010, o pobre município de Queimados como principal fonte de votos, proporcionalmente falando. A cidade, que é vista como propriedade particular de Max Lemos, chega a ser tratada como "curral eleitoral", uma expressão da República Velha que ainda se aplica a vários pontos do estado, principalmente na Baixada Fluminense.

Nas eleições de 2010 o hoje detento Jorge Picciani teve 35.481 votos para senador em Queimados e seus filhos Leonardo e Rafael outros 21.080. Leonardo somou exatos 12.461 votos para deputado federal e o irmão 8.619 para estadual. Em 2014, Jorge obteve por lá 11.330 votos para deputado estadual (15,26% do total válido) e o filho dele, o deputado federal Leonardo Picciani, 18.039 (25,39%), números que tendem a não se repetir este ano se o ex-prefeito disputar um mandato de deputado, o que não interessaria aos Picciani.

Porém, se Max Lemos e seus superiores acham o território queimadense é mesmo deles, poderão ter uma grande surpresa no pleito deste ano, pois algumas lideranças se sentem desconfortáveis quando ouvem a expressão curral eleitoral.

 

*Matéria atualizada às 16:58 do dia 2 de março de 2018 para acréscimo de informação

 

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