Eventuais embargos só retardariam a eleição suplementar

Ao confirmarem na sessão de ontem (7) a cassação do prefeito Flavio Diniz Berriel (foto) e do vice, Ronald Moreira - por abuso de poder político e conduta vedada durante a campanha eleitoral -, os membros do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro jogaram uma 'pá de cal' nas pretensões dos dois de continuarem nos cargos para os quais foram eleitos em outubro de 2016 num pleito marcado por denúncias de irregularidades, entre elas a compra de votos, com materiais de construções adquiridos com recursos públicos sendo usados como moeda. O TRE diz que haverá nova eleição "após o esgotamento dos recursos nas instâncias ordinárias, aguardando-se o julgamento de eventuais embargos ou o transcurso do prazo para sua interposição". Para quem entende do assunto, os embargos servirão só para retardar a escolha dos novos prefeito e vice, contribuindo apenas para que a dupla continue"‘sangrando até o último suspiro".

Um advogado ouvido há pouco pelo elizeupires.com chega a sugerir, "como cidadão", que Flávio Diniz Abrão mão dos embargos e deixe logo o cargo para que o município não seja mais prejudicado do que já está. "Em termos práticos o jogo está perdido para ele. Se tiver realmente um espírito público ele vai decidir pelo bem da cidade e encurtar esse sofrimento. Não estou aqui falando como advogado e sim como cidadão. A defesa já não pode fazer mais nada além de retardar o processo. Não há mais prova a se acrescentar ao processo", disse.

Conforme o elizeupires.com já havia noticiado, a decisão de ontem foi no processo em que o prefeito foi denunciado por contratar 50 funcionários temporário e cerca de 400 terceirizados através de uma cooperativa, a Cootrab, mas ainda há outro a ser analisado pelo plenário do TRE, o que deverá acontecer nos próximos dias.

 

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