Se as eleições fossem hoje e o ex-presidente Lula pudesse concorrer, venceria o primeiro turno com 30% dos votos válidos e o deputado Jair Bolsonaro (PSL) ficaria com 17%. Isso é o que revela pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo. Numa disputa sem o líder petista Bolsonaro aparece liderando a corrida com apenas 2% a mais das intenções de voto, uma posição não muito confortável para quem é chamado de 'mito' pelos seguidores. São 19% de votos para ele, 15% para Marina Silva e entre 10% e 11% para Ciro Gomes, o que significa dizer, numa análise sem paixões, que há muita água para passar debaixo dessa ponte e que Bolsonaro pode acabar levado pela correnteza da união de nomes, até porque aparece com 32% de rejeição.

Embora alguns petistas fiquem enganando a si mesmos, dizendo que o ex-presidente será candidato, não existe a menor chance de isso vir acontecer e a pesquisa, quando cita os dois nomes listados internamente para substituírem Lula, mostra o Partido dos Trabalhadores apenas fazendo figuração nesse filme, com apenas 1% das intenções de votos, tanto faz se o escolhido for o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-governador Jaques Wagner, da Bahia.

Nos cenários sem Lula a pesquisa mostra Marina Silva (Rede) aparece em segundo lugar com até 15%, Ciro Gomes (PDT) em terceiro, oscilando entre 10% e 11%, seguido de Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 7%.

Na pesquisa, em todos os cenários montados para o primeiro turno, a fila de figurantes é grande: Manuela D'Ávila (PCdoB) e Rodrigo Maia (DEM) oscilam entre 1% e 2%; Aldo Rebelo (SDD), Fernando Collor de Mello (PTC), Flávio Rocha (PRB), Guilherme Afif Domingos (PSD), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), Josué Alencar (PR) e Levy Fidelix (PRTB) oscilam entre 0% e 1%. Paulo Rabello de Castro (PSC) não alcança 1%.

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