Flávio Diniz Berriel vinha tentando evitar eleição suplementar e recuperar a cadeira

 

Sem choro nem vela a pretensão do prefeito cassado de Aperibé, Flávio Diniz Berriel, o Dezoito (foto) de retornar ao cargo foi sepultada de vez e em cova bem funda pelo Tribunal Superior Eleitoral. Fora do cargo desde o dia 29 de junho, ele vinha dizendo aos aliados que voltaria ao poder, mesmo após várias decisões contrárias a ele já terem sido tomadas. Berriel havia impetrado uma ação cautelar para suspender sua última derrota no Tribunal Regional Eleitoral, mas a pá de cal foi lançada no último dia 26 pelo ministro Luiz Fux, que preside a instância superior que julga os processos eleitorais. Como o elizeupires.com já revelou, Dezoito teve o mandato cassado em dois processos, um por fazer contratação de pessoal em período vedado e outro pela distribuição de materiais de construção durante a campanha de 2016.

De acordo com o que se comenta nos meios políticos do pequenino município de Aperibé, a queda de Flávio Berriel estaria servindo de respiradouro para outro Flávio que também foi apeado do poder por crime eleitoral, o ex-prefeito Flávio Gomes, que foi cassado em 2015 e deixou a cadeira para Dezoito, então presidente da Câmara de Vereadores. O que se ouve nos corredores do poder é que Virley Gonçalves Figueira, prefeito interino, estaria recebendo orientações de Gomes, inclusive nomeando pessoas ligadas a ele.

Comentários e descontentamentos a parte, o fato é que os eleitores de Aperibé voltarão às urnas para escolherem um novo governante e nenhum dos dois ex-prefeitos poderá concorrer. A eleição suplementar deverá acontecer no dia 28 de outubro, junto com o segundo turno do pleito para presidente da República e governador do estado, caso não haja vencedor no primeiro turno. O TRE já consultou o TSE para isso e está aguardando a resposta para marcar também novas eleições em Laje do Muriaé, Mangaratiba e Iguaba Grande.

Dezoito vinha agonizando no cargo desde o dia 7 de maio, quando o TRE, por unanimidade, confirmou sua cassação, mas ele ainda teve forças para fazer um contrato sem licitação por seis meses com a empresa Vieira Stones, que, de emergência em emergência vem se mantendo na coleta de lixo da cidade. Além desse contrato por dispensa de licitação, Berriel gastou as últimas gotas de tintas de sua caneta fazendo nomeações e assinando um decreto que beneficia os ocupantes de cargos comissionados com a antecipação do pagamento do décimo terceiro salário.

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