Mudança de lado está sendo vista como passo em falso

 

O resultado do segundo turno da eleição para o governo do estado do Rio de Janeiro terminou de maneira melancólica para o prefeito de Resende, Diogo Balieiro Diniz. É que o alcaide da cidade do Sul Fluminense filiou-se ao DEM no apagar das luzes de 2017 possivelmente acreditando que seria colega de partido do futuro governador, no caso Eduardo Paes, que aparecia como o principal postulante ao comando do Palácio das Laranjeiras. O pretenso casamento, articulado pelo deputado Rodrigo Maia, apoiado por Diogo em Resende, poderia facilitar a reeleição do prefeito em 2020, caso se confirmasse o favoritismo de Paes, que acabou derrotado domingo (28) pelo ex-juiz Wilson Witzel, o que deixou Balieiro sozinho no altar...

Mas as dores de cabeça do chefe do executivo de Resende não param por aí. O moço abandonou o PSD de Índio da Costa, que por sinal já tratou de dar as boas-vindas no partido ao ex-prefeito José Rechuan, filiado desde abril deste ano. Por sinal, Rechuan teria tentado tomar as rédeas do PSD ainda em 2016, o que, por pouco, não inviabilizou a candidatura de Balieiro.

Outro que não está nada satisfeito com Diogo Balieiro é o deputado reeleito Alexandre Serfiotis, que não teve a colaboração do prefeito na corrida eleitoral deste ano. Quem também foi praticamente colocado de lado pelo prefeito durante o pleito eleitoral foi o ex-presidente da Câmara, Roque Cerqueira, que amargou pouco mais de cinco mil votos em sua candidatura de deputado federal.

Com pouco menos de dois anos à frente do executivo de Resende, Diogo Balieiro também possui no currículo a mágoa dos dirigentes e candidatos de cinco dos sete partidos que compuseram sua coligação em 2016, uma vez que, depois de eleito, ele teria simplesmente virado as costas para seus ex-aliados. E mesmo alguns nomes até recentemente importantes da administração municipal já não compõem o governo Balieiro, entre eles os ex-secretários Jorge Moisés e Raphael Gattás, rechaçados pelo pavio curto do prefeito, segundo as rodas de conversa local. Pelo andar da carruagem, o casamento frustrado pela derrota de Eduardo Paes e a facilidade de fazer desafetos poderão deixar Diogo Balieiro sozinho no altar também em 2020.

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