Em caso de impeachment de Rodrigo Neves

 

Governado interinamente pelo vereador Paulo Bagueira – presidente da Câmara de Vereadores –, o município de Niterói pode vir a ter seu novo governante escolhido por via indireta, se o prefeito Rodrigo Neves tiver o mandato cassado pelo Legislativo. Há precedente: isto aconteceu em Magé em 2016, quando o prefeito Nestor Vital foi tirado do cargo pela Câmara. O então presidente da Casa, Rafael Santos de Souza, assumiu temporariamente o governo e logo depois foi eleito pelos vereadores em votação interna.

Rodrigo Neves está fora do cargo desde segunda-feira (10), quando foi preso na Operação Alameda, um desdobramento da Lava Jato, mas seus aliados acreditam que ele conseguirá sair a tempo de se defender na Câmara, se esta proceder mesmo com uma comissão de investigação.

Paulo Bagueira sentou na cadeira de prefeito porque a cidade não tem vice. É que o deputado estadual Comte Bittencourt (PPS), eleito na chapa de Rodrigo Neves em 2016, renunciou para permanecer na Assembleia Legislativa.

Com a saída de Bagueira para a Câmara o vice-presidente  Milton Cal (PP), líder do governo de Neves na Casa, assumiu o comando do Legislativo e logo de cara pegou duas batatas quentes, os pedidos de impeachment para cassar definitivamente o mandato de Rodrigo, apresentados por um grupo de advogados e pelo Movimento Brasil Livre (MBL), local.

Acusado de supostamente liderar um esquema de corrupção através do qual teria sido desviada a soma de R$ 10,9 milhões desde 2014, o prefeito preso tem o apoio de 17 dos 21 vereadores.

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