Deputado estadual eleito pela sigla disputou mandato de vereador pelo PC do B

 

Durante a campanha eleitoral do ano passado a militância do PSL chamava de comunista, esquerdopata ou petralha qualquer um que ousasse fazer comentários que desagradassem aos bolsonaristas. Era assim nas ruas, nos bares, nas redes sociais e até nos lares. Por pouco não se chegava às vias de fato, mas no futuro bloco do mito na Assembleia Legislativa do Rio há quem - que pelo menos por um período - foi comunista. É o deputado estadual eleito Anderson Luis de Moraes, o Anderson da Margareth (foto), que em 2016 disputou, pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), um mandato de vereador em Nova Iguaçu, somando 2.184. Ele concorreu com o número 65067 numa aliança com o PPS nominada "Unidos Pela Mudança".

A exemplo do que aconteceu com a onda brizolista em 1982 – quando o fenômeno Leonel Brizola abalou as estruturas da extrema direita em pleno governo militar – o efeito Bolsonaro garantiu mandatos a quem nunca havia passado raspando antes. Em 2016 Anderson não se elegeu, mas teve cinco vezes mais votos que o deputado federal mais votado em 2018: Conhecido na cidade como Helio Negão (nome com o qual tentou se eleger vereador pelo PSC), Hélio Fernando Barbosa Lopes teve apenas 480 votos, mas arrebentou nas urnas dois anos depois aparecendo como Helio Bolsonaro.

Anderson nasceu em 1980, oito anos antes de sua mãe ter conquistado o primeiro mandato de vereadora em Nova Iguaçu. Ele é filho de Margareth Lydia de Moraes, que exerceu dois mandatos. O primeiro foi conquistado em 1988 pelo extinto PL, e em 1992 ela foi reeleita pelo PDT.

Margareth Moraes é a autora da leu que determinou que os ônibus das linhas municipais passassem a circular durante a madrugada.

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