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Categoria: Política

Defesa diz que não existem provas contra Rodrigo Neves

 

Preso desde o dia 10 de dezembro sob acusação de participar de um suposto esquema de corrupção envolvendo seu governo e empresas de ônibus de Niterói, o prefeito Rodrigo Neves deverá voltar ao cargo ainda esta semana. Por seis votos a um integrantes do Grupo de Câmaras do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro revogou a prisão dele, decisão tomada no fim da tarde desta terça-feira (12). Além de Neves ganham a liberdade os empresários João Carlos Félix Teixeira, presidente do TransOceânico; João dos Anjos Silva Soares, presidente do Transnit e o ex-secretário de Transportes Domício Mascarenhas. Os quatro foram acusados pelo Ministério Público de terem desviado R$ 10,9 milhões. Segundo os desembargadores, os fatos apresentados pelo MP não são suficientes para manter os acusados presos.

Além dos recursos dos acusados estava marcado para hoje o julgamento do recebimento da denúncia contra os denunciados e a homologação da delação do ex-vice-presidente Fetranspor, Marcelo Traça, na qual o MP se baseou para denúncia o prefeito, o que só vai acontecer em abril, por conta de pedidos de vista feitos por três desembargadores.

Na sessão de hoje o advogado Técio Lins e Silva – que defende Rodrigo Neves – sustentou a fragilidade da delação. "O próprio delator diz que nunca houve nenhuma conversa, diretamente com o prefeito, sobre qualquer negociação de propina ou ilegalidade. Essa denúncia tem que ser rejeitada, pois ainda aguardo a apresentação de provas pelo Ministério Público, que não existem. Nenhuma cidade do estado tem um percentual de frota refrigerada tão alta, beirando os 80%", disse Técio ao jornal Extra.