Estimativa é de que ainda estão mantidos 30% dos nomeados antigos

 

O ex-presidente da Jorge Picciani está cumprindo prisão preventiva em casa e seu parceiro de todos os tempos e também da Operação Cadeia Velha, Paulo Melo, está na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. A situação dos dois não é nada boa, mas o mesmo não se pode dizer de alguns de seus aliados, pois muitos deles ainda estão nomeados na Assembleia Legislativa, embora Picciani e Melo não tenham mais mandatos. A estimativa é de que apenas 70% dos nomeados ligados a eles foram exonerados, restando uns 30% com salários superiores aos da maioria esmagadora dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores públicos. O que se comenta nos corredores do Palácio Tiradentes é que – mesmo o comando da Casa tendo saído da interinidade – ser ou ter sido ligado aos dois ex-caciques do MDB ainda estaria valendo muito por lá, principalmente para um seleto grupo de privilegiados.

No organograma da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aparecem 16 níveis de cargos de especialista legislativo, com salário bruto variando entre R$ 5.500 a R$ 8.600 mil.  E seria exatamente nesta  faixa ainda haveria muitos dos indicados pelos dois presos de luxo, mas batendo cabeça agora para outro cacique.

No mesmo organograma há cargos de até R$ 35 mil, numa escala que começa com R$ 1.097,34, vai a R$ 6 mil na intermediária e depois dispara. Difícil é saber quem é ligado a quem e o que realmente faz, já que a transparência não é muito clara o ambiente do Poder Legislativo do estado do Rio de Janeiro.

Ao todo só na presidência da Casa existem 231 cargos de assessoria, mas nem todas as vagas são ocupadas por escolha do presidente. Algumas normalmente são distribuídas aos parlamentares mais influentes da Casa e é por lá que trafegaria muita ''gente do Picciani", mas na conta de outro deputado.

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