Situação jurídica do atual e do ex-prefeito é fator de favorecimento para os adversários

 

Mal avaliado por alguns de seus próprios aliados, com uma condenação a 14 anos de prisão que só não o tirou do cargo porque a sentença saiu depois das eleições municipais, o prefeito de Itaguaí,  Carlo Busatto Junior, o Charlinho, sequer toca no assunto sucessão. Parece ter os olhos mais voltados para Mangaratiba do que para sua cidade, visto que estaria interessado em lançar por lá – sua origem –, a primeira dama Andrea Busatto. O ex-prefeito Wesley Pereira está condenado em segunda instância por abuso de poder econômico e, se a situação não for revertida também, não poderá disputar a Prefeitura em 2020. Assim fica aberto um espaço e tanto para a pavimentação de uma terceira via...

Para esta terça-feira (14) está prevista a leitura do parecer de uma comissão processante aberta pela Câmara de Vereadores contra Charlinho, acusado de não ter usado as verbas da saúde no lugar certo. Nem os membros da Casa acreditam que isso vá resultar em alguma coisa, mas para quem já está queimado, será mais uma tostada na imagem do homem que já foi prefeito de Mangaratiba, governou Itaguaí duas vezes seguidas, está no terceiro mandato, e até bem pouco tem era visto como o rei da região.

No caso de Wesley – prefeito por menos de dois anos – hoje ele está inelegível até 2024. Foi condenado em primeira instância por abuso de poder econômico na campanha de 2016, e a decisão foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral no Rio de Janeiro na semana passada. Para alívio do grupo, o TRE o ex-candidato a vice-prefeito Aramis Brito da chapa de Wesley, por considerar que ele não teve participação. Isto faz de Brito pré-candidato a prefeito em 2020, um nome que poderá confrontar, por exemplo, com o vereador Nisan Cesar, nome ouvido nos corredores do poder local.

Comentários  

0 #1 Delanei Guedes 15-05-2019 21:51
Vou discorda, o atual prefeito é condenado em 3 instância , com chapa cassada pelo TRE e agravo no TSE e o ex prefeito weslei teve derrota no TRE e cabe recursos no próprio TRE e TSE
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