Partido teria recebido doação com verba da Câmara de Vereadores

 

Através da 1ª Promotoria de Tutela Coletiva de Resende – cidade do Sul Fluminense – o Ministério Público decidiu instaurar no final de abril um inquérito para apurar um suposto ato de improbidade administrativa na Câmara Municipal de Resende, que teria ocorrido em 2015. De acordo com o MP, trata-se de uma doação de verba que pertenceria ao parlamento municipal, em benefício do MDB, o que é proibido por lei. A suposta "caridade" teria como destinatário certo o então vereador Célio da Silva, o Célio Caloca, que é um dos alvos inquérito ao lado do MDB e da Câmara Municipal.

Ainda não é possível afirmar se a "operação financeira" foi autorizada pelo ex-vereador Jeremias Casemiro, o Mirim, ou pela vereadora Soraia Balieiro, uma vez que Mirim presidiu a Casa Legislativa até outubro de 2015, quando foi afastado pela justiça por suspeita de envolvimento em licitações fraudulentas, ocasião em que Soraia, então vice-presidente da Mesa Diretora, assumiu interinamente a presidência da Casa de Leis.

Na época, ela defendeu uma apuração rigorosa em relação ao esquema desbaratado pela operação Betrug, que identificou uma quadrilha formada por funcionários da Câmara e por vereadores, responsáveis pelo desvio de quase R$ 1 milhão, em contratos fraudulentos. Agora, o que a investigação do MP deverá mostrar é se a "apuração rigorosa" de Soraia não enxergou, ou não quis enxergar, a saída do dinheiro do povo para o bolso de Célio Caloca.

*O espaço está aberto para qualquer manifestação. Com a palavra a Câmara Municipal de Resende e o vereador Célio da Silva.

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