O vereador de Resende Caio Sampaio, ao que tudo indica, sentiu um forte cheiro de enxofre vindo dos subterrâneos do governo do prefeito Diogo Balieiro Diniz. O parlamentar quis saber detalhes dos contratos que envolvem a reforma da Santa Casa e a substituição das lâmpadas do sistema de iluminação pública do município por lâmpadas de led, que já estariam queimando. Os questionamentos se transformaram em um requerimento de informações apresentado no plenário da Casa Legislativa na noite desta segunda-feira (3).

Sampaio, no entanto, teve seu requerimento de informação reprovado já que o prefeito tem maioria na Câmara e contou com os votos dos vereadores Tiago Vieira (Tisga), Sandro Ritton, Renan Marassi, Romério, Jorginho, Pedro Paulo Florenzano, Roque Cerqueira, Silvio da Fonseca (Tivo), Soraia Balieiro, Hick Sene e Reginaldo da Silva (Reginaldo de Engenheiro Passos) para manter na escuridão as informações solicitadas no documento – foram votos vencidos os vereadores Caio Sampaio, Tiago Forastieri, Stênio, De Araújo e Edson Peroba. 

O autor prometeu acionar a justiça para descobrir se existe caroço no angu de Balieiro, já que a única coisa que o prefeito parece gostar de mostrar são fotos nas redes sociais, 'propagandeadas' por um exército de cargos comissionadas e parentes deles.

Não é a primeira vez que os vereadores de Balieiro blindam o prefeito de ter que abrir o que para muitos é uma espécie da caixa de pandora disfarçada de caixa presente, entregue à população por meio de fotos e discursos que insistem em bajular a figura do gestor, sem apresentarem com clareza os valores, os projetos e os detalhes dos processos licitatórios, já que o dinheiro é do povo e não do prefeito.

Há algumas semanas, por exemplo, a maioria dos parlamentares rejeitou o andamento do requerimento 054/2018 que buscava informações e documentos das seguintes obras: calçada da escola Roberto Silveira (Bairro Paraíso); reforma da creche e pré-escola do  Bairro Surubi; reforma da Biblioteca Municipal; creche do Bairro Lavapés. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, membros de um movimento social da cidade afirmam que, antes da apresentação do requerimento 054/2018, eles teriam protocolado pedidos de informação na própria prefeitura, endereçados ao prefeito Diogo Balieiro, que não teria respondido as indagações. Segundo eles, os questionamentos teriam sido motivados depois de eles terem recebido informações de funcionários da prefeitura de que haveria irregularidades envolvendo os processos licitatórios das obras. Na ocasião, o autor do requerimento, vereador Caio Sampaio, prometeu recorrer ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).

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