A saúde vai mal, educação idem e o governo não tem nenhum pudor em festejar

 

Com cerca de 110 mil habitantes, o Japeri é o município mais pobre da Baixada Fluminense, mas gasta como cidade rica quando se trata de festa e sequer presta contas à população. Lanterninha nos índices de educação e desenvolvimento humano, o município não oferece o mínimo em termos de saúde nem há garantia de comida na mesa dos estudantes da rede municipal de ensino, mesmo a Prefeitura tendo firmado quatro contratos milionários para aquisição de gêneros alimentícios. O que se comenta nos corredores do poder local, é que o prefeito Cesar Mello ainda não se encontrou na gestão, embora esteja no cargo desde o final de julho de 2018, e que seu governo, "para ser ruim, precisa melhorar muito".

Para algumas lideranças comunitárias locais a maior demonstração de falta de prioridades está nos gastos com a festa comemorativa dos 28 anos de emancipação do ex-distrito de Nova Iguaçu, cujo total ninguém sabe dizer, já que a Prefeitura não divulga os números, esconde contratos e os resultados de pregões. Porém, só uma das atrações, a cantora Ludmilla, costuma receber cachê de até R$ 250 mil.

Ainda em relação à festa – alvo de uma representação no Tribunal de Contas do Estado –, permanecia em segredo até ontem (15)  o resultado de uma licitação com valor estimado em R$ 1,7 milhão para estrutura de eventos, aberta a pedido do secretário de Governo Rodrigo de Mello Marques.

Antes de sentar na cadeira, Cesar Melo exerceu mandatos de vereador e foi presidente da Câmara Municipal, e, em 2016, compôs como vice a chapa encabeçada pelo prefeito Carlos Moraes Costa, preso desde o dia 27 de julho do ano passado, o que abriu o caminho para Cesar assumir o Poder Executivo e passar a dar as cartas. Entretanto, na visão de alguns aliados, o prefeito estaria apenas distribuindo cartas, não sendo responsável pela escolha do baralho, pois, creem esses mesmos aliados, haveria no governo secretários mandando mais que o chefe.

Assim que Melo assumiu o governo achava-se que ele se contentaria apenas em "tirar o tempo", tocar a administração até o final do mandato (31 de dezembro de 2020) ou até um possível retorno de Carlos Moraes, mas não é bem isso que está se desenhando: Cesar estaria disposto a disputar as eleições de 2020, mesmo sabem que é classificado por muitos como o "pior prefeito que a cidade já teve".

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