Os moradores de Resende estariam com a pulga atrás da orelha com o que já está sendo visto como "forçação de barra" do prefeito Diogo Balieiro Diniz (foto). É que o governante estaria tentando tirar proveito da boa fé da camada mais simples da população para se favorecer politicamente. Para "conquistar" os mais humildes, Balieiro estaria apelando para fotografias ao lado de crianças e idosos, além de "compromissos" variados como aniversários, forrós e cultos religiosos. Na tentativa de ficar bem na fita, o politico estaria até segurando em alça de caixão. 

Enquanto isso, a administração municipal já desembolsou cerca de R$ 2,5 milhões em um contrato publicitário que teria sido direcionado à promoção da cor adotada pelo governo de Balieiro, o azul marinho, inclusive em latões de lixo espalhados pela cidade, uma estratégia de marketing que também se converteu em milhares de litros de tinta esparramados por diversos prédios públicos do município e até na estampa dos uniformes das crianças das creches municipais, o que rende uma enxurrada de publicações quase que diariamente nas redes sociais, postagens turbinadas por nomeados em cargos comissionados do prefeito, que custam anualmente quase R$ 50 milhões ao bolso dos contribuintes de Resende, aproximadamente 10% de tudo que o município arrecada.

Realidade cinzenta – Ironicamente a camada da população da qual Balieiro tenta se aproximar é a que mais sofre com a carência de serviços públicos. Um exemplo recente foi o "puxão de orelha" dado pelo Ministério Público para que o governante reativasse o serviço de acolhimento noturno aos moradores de rua. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado no início de junho deste ano entre o MP e a Prefeitura, que também ficou obrigada a manter políticas públicas aos moradores de rua e seus familiares durante 24 horas, sete dias por semana.

Nas redes sociais, os nomeados em cargos comissionados por Balieiro também travam uma luta quase que permanente para tentar calar a voz de parentes de doentes e pacientes que clamam por socorro, na fila de exames ou de procedimentos cirúrgicos. Muitos dos quais não estariam acontecendo por causa de aparelhos quebrados no Hospital Municipal Henrique Sérgio Gregori.

Os ocupantes de cargos comissionados que insuflam a imagem do chefe, também estariam inchando a folha de pagamento da Prefeitura, o que impede a valorização dos servidores de carreira e dificulta o chamamento de novos concursados. Com isso, Resende estaria carente de profissionais como cuidadores, monitoras de creche, médicos especialistas e intensivistas, psicólogos, sanitaristas e vigilantes sanitários.

Para se ter uma ideia do que isso representa, a cidade do Sul Fluminense registra uma média de 13,31 óbitos a cada mil nascidos vivos de acordo com o último levantamento do Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de rica em renda per capta, Resende ocupa a tímida 42ª colocação entre os 92 municípios fluminenses e a 2426ª colocação entre as 5570 cidades brasileiras. Enquanto isso, Balieiro e seus nomeados, além de seus apêndices, teimam em tentar fazer a cabeça da população ao desenharem uma imagem muito diferente da realidade.

(Foto:Reprodução/TV Rio Sul)

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