Sem impedimento jurídico, ex-prefeito deverá entrar na corrida pela sucessão

 

Cassado em abril de 2018 pelo Tribunal Superior Eleitoral – numa decisão que alguns advogados classificaram como uma "aberração jurídica" –, o ex-prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar (foto), ainda não desistiu da vida pública. Ele poderá disputar a sucessão do prefeito Marcelino Borba em 202º, já que não há  impedimento jurídico em relação a uma possível candidatura.

Ainda que os motores estejam apenas se aquecendo para os treinos classificatórios da corrida eleitoral de 2020, o comportamento do prefeito de Resende, Diogo Balieiro Diniz, aparenta ser de tranquilidade, segundo as rodas de conversa política da cidade do Sul Fluminense. Para alguns observadores mais atentos, o governante teria convicção de que deverá largar com grande distância a frente de quem já é visto como principal adversário, o ex-prefeito e ex-deputado Noel de Carvalho, na disputa do próximo pleito. Há quem garanta que Balieiro estaria mais preocupado com o terno da posse em 2021 do que com o processo eleitoral que se aproxima, tal a facilidade com a qual transita nas voltas de apresentação pelas ruas do município.

Com afastamento confirmado há mais de um mês por unanimidade pelos desembargadores que integram a 1ª Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o vereador de Santo Antonio de Pádua – município do interior fluminense – Robson de Oliveira Matos, mais conhecido na cidade Robinho Águia Negra (foto),  ainda não foi substituído. O primeiro suplente da coligação PMDB-PTB-PT-PP-PSDC Cesar Muniz Mota, o Cesar da Padaria, aguarda para assumir a vaga, o que pode acontecer amanhã (08). Robson, que está proibido de frequentar as dependências da Câmara Municipal, teria sido atendido na semana passada em praça pública por um representante jurídico da Casa.

Empresários denunciados estariam cobrando dívida da campanha de 2016

 

De onde saíram os R$ 2 milhões que supostamente teriam sido repassados para a campanha do prefeito eleito em Porto Real no pleito de 2016, por um grupo acusado de tentativa de extorsão contra o atual gestor do município, Ailton Marques, vice na chapa de Jorge Serfiotis, falecido em junho de 2017? Esclarecer se faz necessário para saber se haveria mais alguém por trás das operações de cobrança da suposta dívida, feitas em abril e maio deste ano, inclusive com homens armados chegando de helicóptero à cidade. Consta que dois dos envolvidos são donos de empresas em Duque de Caxias, uma do ramo ambiental e duas de transporte. Porém, a julgar pelo capital social delas, o grupo não teria tanto dinheiro assim...

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos, dois meses e 15 dias de prisão, mais de 67 dias multa por prática de crimes ambientais, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, só não está fora do cargo porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que sua diplomação não poderia ser anulada, pelo fato de a decisão do STF ter acontecido depois das eleições de 2016. Reis não sabe nem se poderá concorrer à reeleição em 2020, mas ele e dois irmãos parlamentares já estariam pensando em 2022. A ideia seria lançar uma chapa para disputar o governo estadual, contando com participação do presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano, não se sabendo se como cabeça ou eventual vice, mas esse papo já domina as rodas de conversa sobre política na Baixada Fluminense.