Ao que parece, a representação feita ao Ministério Público e à Delegacia de Polícia local  pelo vereador Alcirley de Campos Lima – que registrou uma queixa crime para que fosse apurado um suposto esquema de compra de votos na eleição interna da Câmara de Italva – funcionou e ninguém ousou mudar o quadro oferecendo vantagem financeira. Ele foi eleito para comandar o Poder Legislativo no biênio 2019/2020. Era vice-presidente e assumiu a presidência dois dias após ter feito a denúncia. Alcirley substituiu Claudinei Melo, que está como prefeito interino desde o último dia 7, com a saída da prefeita Margareth de Souza Rodrigues, a Margarete do Joelson, cassada por compra de votos. Alcirley entrou e fez nova eleição para compor a mesa diretora, mantendo a chapa que já havia sido divulgada em outubro.

Em caso de impeachment de Rodrigo Neves

 

Governado interinamente pelo vereador Paulo Bagueira – presidente da Câmara de Vereadores –, o município de Niterói pode vir a ter seu novo governante escolhido por via indireta, se o prefeito Rodrigo Neves tiver o mandato cassado pelo Legislativo. Há precedente: isto aconteceu em Magé em 2016, quando o prefeito Nestor Vital foi tirado do cargo pela Câmara. O então presidente da Casa, Rafael Santos de Souza, assumiu temporariamente o governo e logo depois foi eleito pelos vereadores em votação interna.

Presidente da Câmara governa a cidade desde a última sexta-feira

 

O presidente da Câmara de Vereadores de Italva, Claudinei Melo (foto), viveu ontem seu segundo dia útil como prefeito interino. Aliado da ex-prefeita Margareth de Souza Rodrigues, a Margarete do Joelson, cassada por compra de votos, Melo governará até a escolha de novos prefeito e vice, em eleição suplementar que deverá ser marcada assim que esgotarem os recursos no Tribunal Superior Eleitoral. Margarete havia sido condenada em dezembro do ano passado pelo juiz eleitoral local, Rodrigo Pinheiro Rebouças, sentença confirmada no dia 10 de outubro pelos membros do Tribunal Regional Eleitoral, que, por unanimidade, entenderam que ficou comprovado que houve promessa de emprego para eleitores em troca dos votos e pagamento de exames médicos com a mesma finalidade. Em pronunciamento recente ela afirmou que continua recorrendo e que vai provar sai inocência e que está sendo vítima de perseguição política.

Já emplacou dois secretários e tenta mais uma pasta

 

Embora o presidente da legenda no Rio – o senador eleito Flávio Bolsonaro – tivesse dito que não o seu partido não queria cargos no governo estadual, o PSL já emplacou dois secretários e estaria de olho em mais uma pasta, esta a de Esportes. O governador eleito Wilson Witzel (foto), já havia escolhido o ex-juiz de futebol Gutemberg de Paula Fonseca para a Secretaria de Governo e, mais recentemente, o empresário Leonardo Rodrigues, segundo suplente de Flávio, para a Secretaria de Ciências e Tecnologia. O que se comenta hoje nos corredores da transição é que os deputados eleitos pelo ex-nanico PSL estão marcando presença quase que diária por lá e envidando esforços para conseguir emplacar um terceiro nome. Para quem não queria nada já se conseguiu muito.

E escapa da cassação

 

A defesa da prefeita de Quissamã, Fátima Pacheco (foto), conseguiu segurá-la no mandato conquistado nas urnas em outubro de 2016. Em julgamento retomado ontem (6) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), virou um jogo o qual vinha perdendo de dois a zero, placar verifificado no "primeiro tempo" realizado no dia 26 de novembro, interrompido com um pedido de vista. Fátima teve o registro de candidatura cassado em primeira instância, por suposto uso indevido de meio de comunicação e outras irregularidades durante a campanha eleitoral.  Com a decisão de ontem ela segue no cargo. Na segunda etapa do julgamento a defesa da prefeita conseguiu reverter um voto e conseguiu mais cinco, vencendo o "jogo" por 6 x 1.