Desmaios súbitos e perda intermitente do movimento de uma das mãos, o que parecia ser consequência do estresse teria ganhado desdobramentos dramáticos para o prefeito de uma cidade do Sul Fluminense, e consequentemente especulações acerca da saúde – física, psicológica e até espiritual – do político. De acordo com pessoas ligadas ao governante, não é de hoje que "os apagões" do prefeito alimentam as rodas de conversa pelos corredores da sede administrativa da cidade, e, principalmente, nos bastidores da política local.

Nomeados de Picciani e Paulo Melo foram exonerados com uma canetada só

 

Embora condenado a 21 anos de prisão por prática de corrupção, apontado pelo Ministério Público Federal como um dos cabeças de um esquema de recebimento de propina, do qual participavam ainda o ex-deputados Edson Albertassi e Paulo Melo, o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, ainda estaria se sentindo com força suficiente para exigir a permanência de indicados seus em cargos da presidência da Casa. De acordo com uma fonte ligada à Alerj, Picciani teria dito ao presidente André Ceciliano – que já havia exonerado vários apadrinhado do ex-cacique – de que teria de ser "tudo ou nada". Ao que tudo indica, André (foto) "peitou" o ex-todo-poderoso e optou pelo "nada", pois demitiu cerca de 70 assessores restantes, indicados do ex-presidente e de Paulo Melo.

Pleitos suplementares foram marcados pelo TSE para a substituir prefeitos eleitos em 2016

 

Neste domingo (7), eleitores de quatro municípios voltarão às urnas para escolher novos prefeitos em eleições suplementares. A votação ocorrerá em um município do Amazonas, em duas cidades de Mato Grosso e em uma localidade do Paraná. Esse tipo de pleito é necessário quando há a cassação do registro de candidatura, do diploma ou do mandato do mais votado em uma eleição regular. No estado do Rio de Janeiro poderão ocorrer novas eleições este ano em Iguaba Grande e Paraty.

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) emitiu pareceres prévios favoráveis à aprovação das contas de 2017 das cidades de Belford Roxo e Cardoso Moreira. As contas foram relatadas, respectivamente, pelo conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento e pelo conselheiro substituto Christiano Lacerda Ghuerren. Os processos serão enviados para as Câmaras de Vereadores locais, a quem caberá a decisão final. O voto aprovado mostra que o prefeito da cidade da Baixada Fluminense, Wagner dos Santos Carneiro, realizou os investimentos obrigatórios em Educação e Saúde, com aplicação de 25,14% e 15,51% da receita resultante de impostos próprios e decorrentes de transferências, respectivamente, enquanto os mínimos são de 25% e 15%. Em Cardoso Moreira, o prefeito Gilson Nunes Siqueira também realizou os investimentos mínimos em Educação (29,24% da receita resultante de impostos próprios e decorrentes de transferências) e Saúde (24,27%).

Tribunal apontou várias irregularidades e impropriedades

 

O prefeito de Arraial do Cabo, Renato Martins Vianna (foto) teve as contas de gestão referentes ao exercício de 2017 reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Em processo relatado pela presidente do órgão, a conselheira Marianna Montebello Willemam, foram apontadas irregularidades como a abertura de R$ 2.845.049,27 de créditos adicionais sem a respectiva fonte de recurso e o descumprimento do limite de despesas com pessoal, desrespeitando a regra de retorno, que dá quatro quadrimestres para que o gestor volte a gastar no máximo 54% da Receita Corrente Líquida (RCL) com os salários.