Ex-deputado rendeu mais votos em 2018 do que o ex-prefeito da cidade

 

Nas eleições majoritárias do ano passado o candidato a governador pelo PSD, Índio da Costa, teve 10.036 votos em Queimados, na Baixada Fluminense, ficando em segundo lugar. Bateu o "franco favorito" na cidade, Eduardo Paes, que amargou, com 8.423, a terceira colocação, quando se esperava – nas contas do "dono" do lugar, o ex-prefeito Max Lemos – que Paes ficasse com "pelo menos 50% dos votos válidos". Deu ruim para os "órfãos" de Jorge Picciani e "bom" para o ex-deputado Zaqueu Teixeira (foto), apontado como o grande vitorioso, pois, sozinho e a pé, conseguiu agregar valor a um "poste" da Zona Sul do Rio, que só conhece a região mais pobre do estado de ouvir falar.

Deputado estaria exercendo mais que o seu mandato no Legislativo fluminense

O presidente da Casa é o deputado André Ceciliano (PT), mas tem um "marinheiro de primeira viagem" tentando dar as cartas por lá. O "poderoso" em questão seria o emedebista Max Lemos (foto), um aliado de primeira hora do ex-presidente Jorge Picciani, que acaba de ser condenado a 21 anos de prisão por pratica de corrupção, apontado como um dos cabeças de um esquema de recebimento de propina, do qual participavam ainda outro ex-comandante da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Paulo Melo e o ex-deputado Edson Albertassi. Antes de eleger-se prefeito de Queimados pela primeira vez em 2008, Max teve um longo aprendizado na presidência do Legislativo fluminense, onde assessorou Picciani.

Vetou projeto de lei que facilitaria acesso dos vereadores aos órgãos municipais

 

Que transparência não é o forte da gestão do prefeito Paulo Dames (foto) é de amplo conhecimento em Casimiro de Abreu sabe, mas desta vez ele se superou. Dames vetou um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal, instituído pelas únicas vozes de oposição na Casa para assegurar aos parlamentares o acesso às repartições públicas municipais, visando verificar o andamento das atividades e solicitar documentos, quando necessário.

Pela ordem natural das coisas o candidato do governo em 2020 em Queimados seria o prefeito Carlos Vilela, mas não deverá ser isso o que vá acontecer. Pelo menos é o que está se desenha nos bastidores, com o nome do vice-prefeito Carlos Machado de Oliveira sendo abanado, inclusive citado com freqüência nos textos divulgados aos jornais pela assessoria de comunicação da Prefeitura. O "fio" do Machado, entretanto, pode não ter corte suficiente para abrir as trilhas da sucessão, pois há mais um nome dentro do próprio governo, o secretário de Educação Lenine Lemos, e há ainda outro "porém", a ex-secretária de Saúde e vereadora Fátima Cristina Dias Sanches, a Dra. Fátima, como ela é mais conhecida no município.

Decisão do TRE foi derrubada de vez

 

Mesmo condenado a sete anos, dois meses e 15 dias de prisão, além de 67 dias multa por prática de crimes ambientais, o prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (foto), permanecerá no cargo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que o recurso acatado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) – que decidiu pele cassação da chapa vencedora da eleição de 2016 – não se aplica no caso, pois condenação imposta pelo STF foi proferida no dia 13 de dezembro de 2016, depois da eleição, e a "inelegibilidade superveniente" alegada só se aplica se ocorrer antes do pleito. A decisão que mantém o registro da chapa Washington Reis-Marcos Pessanha é do dia 26 de março, mas só foi divulgada nesta quinta-feira (28). O relator do processo é o ministro Luiz Roberto Barroso.