"Quero cuidar de mim e me manter vivo", disse ele à Folha de São Paulo

 

Em entrevista ao repórter Carlos Juliano Barros, da Folha de São Paulo, o deputado federal reeleito pelo PSOL do Rio de Janeiro, Jean Wyllys (foto) revelou que vai abrir mão do novo mandato. Ele está de férias no exterior (não disse onde) e disse que não pretende voltar ao Brasil. Jean vive sob escolta policial desde o assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em março de 2018. Segundo ele, pesaram em sua decisão as informações de que familiares de um ex-PM suspeito de chefiar milícia investigada pela morte da vereadora terem sido nomeados no gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo PSL. "Me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário", afirmou Wyllys.

O novato Felipe Rangel Garcia, o Felipinho Ravis (foto) é o novo presidente da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu. Foi eleito para substituir Rogério Teixeira Júnior, o Juninho do Pneu, que renunciou para assumir o mandato de deputado federal para o qual fora eleito em outubro do ano passado pelo DEM. Felipe é o candidato de Juninho e do prefeito Rogério Lisboa. Acabou disputando sozinho porque os que se anunciaram como candidatos acabaram desistindo na hora dos vamos ver. É o caso, por exemplo, do vice-presidente Marcelo Lajes, que não renunciou sua posição da mesa diretora para disputar a presidência, embora viesse se apresentando como candidato desde novembro do ano passado. A votação foi só para presidente da Casa.

Hoje entregue a Leonardo Picciani e Max Lemos

 

A soma de votos dos pupilos do prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis não chega nem perto da votação dos apoiados por seu colega de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, mas os Irmãos Reis – trio formado por Washington, Gutemberg e Rosenverg – estariam se achando. Além do olho grande em municípios como Magé e Guapimirim, estariam mirando agora o comando do MDB no estado, entregue atualmente ao deputado federal não reeleito Leonardo Picciani e ao deputado estadual eleito Max Lemos.

Depois dos depósitos fracionados surge um titulo de R$ 1 milhão pago numa agência da Caixa

 

 

Depois da revelação de que em um único mês o senador eleito Flávio Bolsonaro teria recebido 48 depósitos de R$ 2 mil em sua conta na agencia bancária que atende a Assembleia Legislativa, um fato novo complicou ainda mais a situação dele. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou que ele quitou um título bancário da Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1.016.839 sem que o beneficiário fosse identificado. O órgão de controle também não mostra nenhum outro detalhe da transação. Para piorar ainda mais surgiu ontem (20) mais uma informação: o ex-assessor por Fabrício Queiroz teria movimentado, ao todo, R$ 7 milhões em três anos.

Deputado estadual eleito pela sigla disputou mandato de vereador pelo PC do B

 

Durante a campanha eleitoral do ano passado a militância do PSL chamava de comunista, esquerdopata ou petralha qualquer um que ousasse fazer comentários que desagradassem aos bolsonaristas. Era assim nas ruas, nos bares, nas redes sociais e até nos lares. Por pouco não se chegava às vias de fato, mas no futuro bloco do mito na Assembleia Legislativa do Rio há quem - que pelo menos por um período - foi comunista. É o deputado estadual eleito Anderson Luis de Moraes, o Anderson da Margareth (foto), que em 2016 disputou, pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), um mandato de vereador em Nova Iguaçu, somando 2.184. Ele concorreu com o número 65067 numa aliança com o PPS nominada "Unidos Pela Mudança".