Não teve os votos computados pela Justiça Eleitoral por inelegibilidade

 

Uma nota oficial divulgada neste domingo (13) pela Comissão Executiva do PSL em Nova Iguaçu – em resposta à especulação nas redes sociais sobre eventuais candidaturas no município em 2020 – chama atenção por destacar o nome de um inelegível. Diz a nota que "desde sua chegada ao partido, o Sr. Presidente (da República) confiou a liderança do PSL de Nova Iguaçu ao seu homem de confiança na cidade, o Dr.Fernando Gonçalves, que por sua vez formou uma Executiva comandada pelo ex-vereador Jesué Brito" e que "após sua eleição ao cargo de chefe da nação, o Sr. Presidente convidou o Dr. Fernando Gonçalves para uma visita à sua residência e reafirmou o seu propósito de manter sob sua liderança o PSL de Nova Iguaçu". Até aí tudo bem. Só faltou dizer que a votação obtida pelo ex-deputado federal Fernando Antonio Folgado Gonçalves no pleito passado não ajudou o partido em nada. Ele ele tentou uma vaga de deputado estadual. teve 9.523 votos e estes não foram contados, pois seu registro foi indeferido pela Justiça. Em agosto de 2004 Fernando chegou a ser condenado pela Justiça Federal em São João de Meriti a um ano e oito meses, mas o crime de fraude contra o Sistema Único de Saúde (SUS) já havia prescrito e a ação foi arquivada. Na época foi informado que ele nem chegou a apresentar recurso contra a sentença. 

Marcilene Xavier responde por fraude em ata de convenção partidária

 

Afastada do mandato desde o dia 14 de dezembro, a vereadora Marcilene Mendonça Xavier (foto) teve a prisão preventiva decretada pela juíza da 63ª Zona Eleitoral, Daniella Correia da Silva. Em dezembro a magistrada determinou as prisões de Thais Gabardo, assessora de gabinete da Prefeitura e Aline Cristina Garcia, chefe de gabinete da presidência da Câmara de Vereadores, no mesmo processo, resultado de uma ação ajuizada pelo Ministério Público por fraude em atas de convenções partidárias, nas quais foram escolhidos candidatos a vereador pela coligação que apoiou Wanderson Gimenes Alexandre, o Anderson Alexandre, prefeito reeleito em 2016, que está preso desde o dia 3 de novembro, sob a acusação de comandar um suposto esquema de corrupção e fraude em licitações.

Presidente retirou de pauta a resolução que seria votada na próxima quinta-feira

 

Embora esteja apenas há uma semana no cargo o novo presidente da Câmara de Vereadores de Japeri dá sinais de que está mesmo disposto a arrumar sarna para se coçar. Depois de restringir o acesso de servidores nas dependências da Casa e de exigir que os interessados em acompanhar as sessões se identifiquem através de documento com foto, Marcio José Russo Guedes, o Manequinha (foto), determinou nesta terça-feira (8) a retirada de pauta do Projeto de Resolução 001/2019, que reduziria o número de cargos comissionados para de 70 para 27, dentro do que o Tribunal de Contas do Estado já havia estipulado. O corte seria votado em sessão extraordinária marcada para a próxima quinta-feira (10) e já contava com quorum suficiente para aprovação.

... e que o partido dele é o estado do Rio de Janeiro

 

"Vossa excelência tem sido parceiro. Tenho certeza que continuará sendo parceiro do governo. Nosso partido é o estado do Rio de Janeiro". Dirigidas nesta segunda-feira (7) ao deputado André Ceciliano, as palavras do governador Wilson Witzel (PSC) soaram como um afago ao presidente em exercício da Assembleia Legislativa e candidato a titular do cargo no biênio 2019-2010. A fala "nosso partido é o estado do Rio de Janeiro" ecoou como recado indireto aos integrantes da bancada do PSL, eleita no embalo do presidente Jair Bolsonaro, mas que se acha com um cacife eleitoral e tanto. O "afago" aconteceu um dia após o senador eleito Flavio Bolsonaro ter sido fotografado junto com os 11 parlamentares eleito pela legenda e anunciar a articulação de uma chapa para enfrentar Ceciliano. Quem entende do riscado aconselha os meninos do PSL a falarem menos e observar mais para aprenderem que o nome de um partido não significa nada em política.

Sentado na cadeira de presidente desde a prisão do titular, o vereador Jazimiel Batista Pimentel, Miel da Biovert (foto) vai ter de defender o "trono" na Justiça. Pelo entendimento da Procuradoria da Casa o cargo é dele por direito, porque ele e o hoje prisioneiro Roni Pereira da Silva foram reeleitos de forma antecipada no dia 4 de setembro de 2017 para o biênio 2019/2020, mas a única voz de oposição, vereadora Ana Kelly Xavier, defende a realização de uma nova eleição para compor a mesa diretora.