A Câmara de Nova Iguaçu tem hoje 29 membros e é a segunda mais cara da Baixada Fluminense. A primeira é a de Duque de Caxias (Foto: Divulgação/CMNI)

Proposta que reduziria para 17 o número de vereadores é adiada mais uma vez

Atualmente com 29 integrantes, a Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu aprovou em 2013 a redução do número de cadeiras para 21, mudança que passa a valer a partir das eleições deste ano. Entretanto, uma nova proposta foi apresentada pelo vereador Marcelo Fernandes Loureiro, o Marcelinho Amigo das Crianças, visando o corte de mais quatro, fixando a composição da Casa em 17 membros, mas isto está sendo visto como mera encenação. Para virar lei o projeto de lei tem de ser aprovado em duas sessões antes da realização das convenções partidárias, que serão realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto e é aí que mora o perigo.

Renato foi carregado nas costas pelos tios até chegar à Assembleia Legislativa, mas tem dito em algumas reuniões que é diferente

Quem tem cacife eleitoral na família quer um nome e os que nada tem defendem outro

Cassações de mandatos, operações policiais, prisões preventivas decretadas e denúncias de corrupção. Isto seria mais que suficiente para derrubar qualquer pretensão política, mas escândalos a parte, a família Cozzolino já está praticamente em campanha pela sucessão municipal em Magé e mesmo doente a ex-prefeita Núbia Cozzolino tem feito reuniões, percorrendo a cidade de ponta a ponta, bairro por bairro. Se não abalada pelos escândalos que volta e meia surgem na lembrança, trazidos até mesmo pelo temor de novas ações, a chefe do núcleo político do clã perde a paciência e o entusiasmo quando o assunto é o companheiro de chapa do pré-candidato do PR e sobrinho dela, o deputado estadual Renato Cozzolino Harb, filho da ex-deputada Jane Cozzolino, que em 2008 teve o mandato cassado sob acusação de envolvimento no esquema de fraude no programa de auxilio educação mantido pela Assembleia Legislativa.

Nini e mais dois vereadores defendem a proposta de Sabino

Votação pode acontecer durante esta semana. Os moradores de Rio das Ostras estão atentos e pretendem dar o troco nas urnas se os vereadores fizerem o jogo do prefeito

Retirado de pauta na sessão da última quarta-feira, quando o presidente da Câmara de Vereadores Alzenir Pereira de Mello, o Nini, percebeu que a matéria seria reprovada, deverá ser lido em plenário amanhã o Projeto de Lei 009, apresentado pelo prefeito Alcebíades Sabino dos Santos, que quer autorização do Legislativo para fazer uma operação financeira junto ao Banco do Brasil. O objetivo é um empréstimo no valor de R$ 150 milhões, ofertando como garantia créditos futuros dos royalties do petróleo. A pretensão de Sabino provocou reação contraria na sociedade de Rio das Ostras, pois entre janeiro de 2013 e o final do mês passado o município teve uma receita de cerca de R$ 2,6 bilhões, sem que nenhuma das obras prometidas durante a campanha eleitoral de 2012 fosse realizada.

O ex-prefeito de Resende, Silvio de Carvalho (foto), foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual, por ter contrato, sem licitação, o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG). Além de Sílvio foram denunciados e responderão por improbidade administrativa, Ricardo Rabelo Macedo (ex-procurador geral do município), Ronaldo Freitas Ramos (ex-procurador adjunto), João Paulo dos Santos (ex-controlador-geral) e o engenheiro Vicenti Falconi Campos, representante da INDG.

Aarão é condenado a perda do mandato por crime eleitoral

Julgando Ação de Impugnação de Mandato Eletivo impetrada pelo Ministério Público, o juiz da 54ª Zona Eleitoral de Mangaratiba, Márcio da Costa Dantas, decidiu nesta segunda-feira (27) pela cassação dos diplomas do prefeito Aarão de Moura Brito Neto (foto) e do vice-prefeito Marcelo Tenório da Cruz, por prática de crime eleitoral. Em outro processo - numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral - o mesmo magistrado tornou o prefeito e o vice inelegíveis por três anos, além de aplicar multas de R$ 40 mil e R$ 30 mil. As condenações foram por abuso de poder, compra de votos e uso indevido dos meios de comunicação.  O juiz determinou que o presidente da Câmara de Vereadores assuma interinamente o cargo de prefeito até a realização de um pleito suplementar.