População de Macaé vai pagar a conta da Odebrecht
Belford Roxo não tem mais desculpa para calote em professores
Cooperativa não vai mais atuar em Mesquita
Quem fornece as notas, prefeito?
Ficha suja liberada em Saquarema

Repasse do Fundeb nesta terça-feira foi de mais de R$ 5 milhões. Todas as prefeituras da Baixada Fluminense receberam mais dinheiro para a Educação. Caxias teve um crédito de R$ 11.133.044 e Nova Iguaçu R$ 9.052.768,71

O que começou fraco melhorou e muito. Os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação que estavam menores até a última sexta-feira, cresceram bastante para todos os 13 municípios da Baixada Fluminense, o que significa dizer que o prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), que até agora não apresentou uma proposta de parcelamento dos atrasados dos servidores do setor de Educação, não tem mais desculpas para não fazê-lo. No início da noite dessa terça-feira foi feito um crédito de R$ 5.309.083,97 pelo Fundeb para a Prefeitura, o que somado aos R$ 2.882.368,59 que entraram nos 13 primeiros dias do ano dá o total de R$ 8.191.452,56. O mesmo vale para o município de Duque de Caxias, onde os professores também estão sem ver a cor do dinheiro: o repasse do Fundeb feito hoje aos cofres duquecaxienses soma R$ 11.133.044,16 e o acumulado de janeiro chega R$ 16.873.091,08.

Ações de fiscalização já mostram resultados na orla de Rio das Ostras

A Coordenadoria Municipal de Fiscalização e Licenciamento está nas ruas de Rio das Ostras com ações de ordenamento junto aos trabalhadores do projeto de Renda Alternativa e aos comerciantes que exploram os quiosques da orla do Centro. O trabalho já apresenta resultados positivos, mudando paisagem da cidade. Com o objetivo de melhorar a mobilidade na região central, a equipe da coordenadoria reposicionou os trabalhadores ao longo da Rodovia Amaral Peixoto, liberando calçadas e áreas de estacionamento. Todos os todos os quiosques foram notificados da suspensão temporária de música ao vivo e da proibição da cobrança pelo uso de mesas e cadeiras e consumação mínima. Os permissionários foram orientados sobre a lei que restringe a utilização da faixa de areia em 50%, utilizando no máximo 30 peças (mesas e cadeiras), normas que também se estenderão também a orla de Costazul e a Lagoa de Iriry.

As ações do prefeito Anderson Alexandre passam batido pela Câmara de Vereadores, que é presidida por Roni, seu empregado de confiança numa rede de farmácias

E vereadores ficam batendo palmas para maluco dançar

Centenas de trabalhadores foram demitidos pelo prefeito Anderson Alexandre a partir de outubro do ano passado, fornecedores se queixam de atraso nas faturas, mas um grupo seleto está rindo de orelha a orelha em Silva Jardim. São os empresários mais chegados, ex-vereadores com emprego garantido no governo e parlamentares do bloco de sustentação, bancada comandada por um empregado de Anderson, o presidente da Câmara, Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre, que adotou o pseudônimo para aparecer ainda mais ligado ao patrão. Omisso, o Poder Legislativo não faz nenhuma ação fiscalizadora e não está nem aí para um fato gravíssimo: a administração municipal vem escondendo suas contas desde agosto, deixando de informar quanto arrecada, gasta e o que pagou aos fornecedores nos últimos quatro meses. O sistema mostra uma receita líquida de pouco mais de R$ 61 milhões, mas as estimativas apontam para uma arrecadação consolidada em mais de R$ 100 milhões no exercício de 2016, muito dinheiro para uma cidade com um universo populacional de cerca de 20 mil moradores.

Rafael Jardim inicia a gestão esbanjando o dinheiro do povo. Carlos Afonso mostra austeridade

Presidente da Câmara dá gratificação de 100% a grupo seleto de assessores e em Rio das Ostras Carlos Afonso faz cortes e manda rever cálculos de incorporações

Marcada por uma série de escândalos na gestão do ex-presidente Alessandro Macabu de Araújo, o Pezão, a Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu volta a cair em desgraça junto à opinião pública. Antes de deixar o cargo no dia 31 de dezembro o sucessor de Pezão, Odino Miranda, gastou mais de R$ 60 mil na compra de cestas de natal para os assessores da Casa e seu substituto, o vereador Rafael Jardim mal chegou e já começou a mostrar que não está nem aí para a crise financeira que afeta o município: com uma canetada só concedeu 100% de gratificação sobre os salários dos assessores parlamentares, especiais e de gabinete, através de um projeto de lei que foi aprovado por unanimidade pelos vereadores.

Falta de diálogo e aparente desinteresse do governo revolta a categoria

Ignorados pelo prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (foto), que apesar de ter encontrado nas contas da Prefeitura dinheiro do Fundeb suficiente para pagar pelo menos um mês de salário e não o fez, os professores da rede municipal de ensino de Belford Roxo não pretendem retornar às salas de aula sem a garantia de que receberão os vencimentos de novembro, dezembro e o décimo terceiro, mesmo que em parcelas. A categoria se queixa da falta de diálogo por parte do novo governo, que em vez de apagar o incêndio provocado pelo calote dado pelo ex-prefeito Dennis Dauttmam prefere jogar mais combustível no fogo, afirmando que o antecessor não pagou porque não quis, verdade que se aplica também ao sucessor, pois os recursos repassados em dezembro pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação ficaram no caixa, um total de exatos R$ 12.023.848,59, R$ 542.556,71 creditados no último dia útil do ano, acrescidos de mais R$ 2.882.368,59 repassados entre os dias 2 e 13 de janeiro.