Professores trabalham sem garantia de salário em Guapimirim
Posse dos concursados de Rio das Ostras não está descartada
TCE diz que concurso da Câmara de Belford Roxo não existiu
Contratos irregulares prejudicam trabalhadores em Mesquita
Câmara omissa deixa prefeito livre para as "emergências"

Prefeito espera definição na Justiça para decidir o que fazer

Os cerca de 3.500 candidatos aprovados dentro do número de vagas oferecidas no concurso público realizado em 2012 pela Prefeitura de Rio das Ostras ainda não perderam a batalha e poderão vir a ocupar os cargos para os quais foram classificados. Segundo o prefeito Carlos Augusto Balthazar (foto), não ocorreu nenhuma irregularidade no certame e não há nenhuma decisão transitada em julgado mantendo anulação decretada em 2013 pelo então prefeito Alcebíades Sabino dos Santos, que alegou como motivação um termo de ajuste de conduta com o Ministério Público, um documento que só foi firmado no dia 25 de março de 2013, dez dias após Sabino emitir o Decreto Nº 762/2013, assinado no dia 15 de março.

A Corte de Contas sustenta que não há provas de que o certame aberto em 2009 tenha sido de fato realizado e manda suspender pagamento dos salários dos “aprovados” no concurso

O concurso público realizado pela Câmara de Vereadores de Belford Roxo em 2009 não existiu de fato e todos os “aprovados” convocados deixarão de receber salários a partir deste mês. Pelo menos é o que consta numa decisão tomada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro no Processo 202184-7-2011, concluído no último dia 14. Segundo o TCE, o presidente da Casa, Marco Aurélio de Gandra (foto), tem prazo de 30 dias para deixar de fazer “qualquer pagamento” aos empossados a partir do certame, que foi aberto para preencher 76 vagas, mas acabou “aprovando” 231 pessoas, embora, diz a Corte de Contas, “não existe qualquer comprovação de que o mesmo tenha sido verdadeiramente realizado, em que pese todo esforço da equipe de auditoria em tentar amealhar documentação nesse sentido, ou ainda apesar de decisão plenária para que o responsável trouxesse aos autos elementos que levassem ao convencimento da efetiva realização do concurso”.

Ex-prefeito contratou 140 pessoas em período eleitoral, o que é proibido por lei

Os contratados temporários que prestaram serviços ao município de Mesquita na gestão pasada vão ter que esperar um pouco mais para saberem quando irão receber os atrasados. É que todos os contratos são considerados irregulares por terem sido firmados no período eleitoral pelo ex-prefeito Rogelson Sanches Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (foto), que abandonou a cidade logo depois das eleições e deixou todo o funcionalismo sem salário, optando por pagar apenas a alguns fornecedores.  Ao todo o ex-prefeito fez 140 contratações temporárias para o setor de Educação em um período em que isso não poderia mais acontecer. Os contratos tinham seis meses de validade, mas pelo menos dois meses não teriam sido efetivamente de trabalho. 

Acordo do ex-presidente do Tribunal de Contas fluminense pode afetar prefeitos e empresas fora do âmbito das grandes obras, possivelmente dos setores de terceirização de serviços

Alvo de investigação pela força tarefa da Lava-Jato, sob acusação de ter cobrado propina de grandes empreiteiras contratadas pelo governo estadual nas duas gestões de Sergio Cabral Filho, o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Jonas Lopes de Carvalho Filho (foto), fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e o resultado disso está sendo esperado como uma bomba com enorme poder de destruição, podendo fazer desmoronar a casa de pelo menos quatro conselheiros da corte de contas, um ex-membro do tribunal e deputados estaduais, mas há quem garanta que também pode sobrar para prefeitos, ex-prefeitos e até para quem nada tem a ver com as obras para a Copa do Mundo, Olimpíada, Arco Metropolitano, PAC das Favelas e Linha 4 do Metrô, empresas de coleta de lixo e fornecimento de alimentação pronta para os setores de saúde e educação do governo estadual e também de alguns municípios.

Presidida pelo vereador Rogério Teixeira Júnior, o Juninho do Pneu, a Câmara de Nova Iguaçu tem 17 pares de olhos que nada vêem de suspeito nas “emergências” do prefeito

Prefeitura de Nova Iguaçu já comprometeu mais de R$ 50 milhões sem licitação

Durante o expediente desta terça-feira a Prefeitura de Nova Iguaçu deverá fazer o terceiro repasse do ano para a Câmara de Vereadores, elevando a mais de R$ 6 milhões a soma de recursos transferidos nos três primeiros meses de 2017 para o Poder Legislativo, cujos membros vêm fechando os olhos para uma prática que, apesar do pouco tempo, já está banalizada na gestão do prefeito Rogério Lisboa (PR), que venceu as eleições pregando que havia um “jeito de fazer bem feito”, mas está seguindo os mesmos passos de governantes anteriores, abusando dos contratos sem licitação. Até ontem, em 79 dias governo, Lisboa já havia comprometido R$ 52.023.775,21 sem os devidos processos licitatórios, alegando situação de emergência para fazer contratos de terceirização de serviços, a maioria deles nos setores de Saúde e Educação. Para isso a administração municipal anulou contratos para fornecimento de merenda, serviços de vigilância, portaria e limpeza em escolas, postos de saúde, Maternidade Mariana Bulhões e no Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse, tudo isso na cara de vereadores que não parecem nada dispostos a bater de frente com o governo.