''Trem da alegria'' apita em Macaé
Pobreza de Japeri não envergonha os ''donos'' do poder
Farmácia localizada a 240 quilômetros recebeu R$ 6,4 milhões por fornecimento de remédios a pacientes de Silva Jardim
Prefeito de Resende se comporta como quem está a algumas voltas de vantagem sobre o considerado principal adversário
Descoberta de brasileiros pode mudar a história da humanidade

Câmara cria funções gratificadas com vencimento de mais de R$ 5 mil

 

Algumas vezes alvo de denúncias de existência de assessores fantasmas, com vários casos levados à Justiça através de ações ajuizadas pelo Ministério Público, a Câmara de Vereadores de Macaé – cidade rica do Norte Fluminense – volta a chamar atenção, dessa com um "trem da alegria” que vai onerar a folha de pagamento em mais de R$ 1,5 milhão por ano. Aprovação de 33 funções gratificadas foi sancionada pelo presidente da Casa, Eduardo Cardoso (foto), ele mesmo já denunciado em um caso de fantasma. O instrumento usado para garantir extra entre R$ 2.200 e R$ 5.320 a servidores efetivos escolhidos para as FG pelo próprio Eduardo, é a Lei Municipal 4.568/2019, de autoria da Mesa Diretora, aprovada em plenário.

A saúde vai mal, educação idem e o governo não tem nenhum pudor em festejar

 

Com cerca de 110 mil habitantes, o Japeri é o município mais pobre da Baixada Fluminense, mas gasta como cidade rica quando se trata de festa e sequer presta contas à população. Lanterninha nos índices de educação e desenvolvimento humano, o município não oferece o mínimo em termos de saúde nem há garantia de comida na mesa dos estudantes da rede municipal de ensino, mesmo a Prefeitura tendo firmado quatro contratos milionários para aquisição de gêneros alimentícios. O que se comenta nos corredores do poder local, é que o prefeito Cesar Mello ainda não se encontrou na gestão, embora esteja no cargo desde o final de julho de 2018, e que seu governo, "para ser ruim, precisa melhorar muito".

Em dezembro de 2017 o Ministério Público ajuizou uma ação na qual aponta que um contrato de R$ 24,2 milhões pela Prefeitura de Paraty com a empresa Locanty em dezembro de 2010, poderia ter saído bem mais barato se a administração municipal tivesse observado o valor adequado. O MP se baseou em dados do Tribunal de Contas do Estado para processar o ex-prefeito José Carlos Porto Neto por ato de improbidade administrativa, mas o grupo continua atuando no município, com a Locanty sendo sucedida pela Rio Zin Ambiental, que até junho já havia faturado a cidade R$ 5,4 milhões através de um contrato emergencial, tendo recebido R$ 41,7 milhões entre 2014 e 2018 (confira aqui), a partir de uma licitação de 2013. Aliás, a sucessões nos contratos do lixo entre empresas como Locanty, Própria Ambiental, Rio Zin e Atitude, vem ocorrendo há vários anos em algumas cidades.

O governador Wilson Witzel anunciou ontem (12), a construção de 1.434 unidades habitacionais no estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Caixa Econômica Federal. Serão 934 habitações no Complexo do Alemão, na capital fluminense, e 500 em Teresópolis, na Região Serrana. Os imóveis, que serão erguidos no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, atenderão a famílias prejudicadas pelas chuvas de 2011. O início das obras aguarda a autorização do Ministério do Desenvolvimento Regional. As moradias serão construídas em terrenos do Governo do Estado.

Aprovada na sexta-feira (12) à noite pelo Plenário da Câmara dos Deputados, a reforma da Previdência voltou para a comissão especial para ter a redação final votada em segundo turno. Depois de quatro dias horas de debates, os deputados aprovaram quatro emendas e destaques e rejeitaram oito. Mais oito alterações foram retiradas da pauta ou deixaram de ser votadas porque ficaram prejudicadas durante a tramitação. A primeira emenda aprovada melhorou o cálculo de pensões por morte para viúvos ou viúvas de baixa renda e antecipou o aumento da aposentadoria de mulheres da iniciativa privada. Resultado de acordo com a bancada feminina, a emenda teve aprovação maçica, por 344 votos a 132.