Ato de sustar cheques teria sido só jogo de cena em Meriti
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Quem está alimentando os doentes, prefeito?

Sobrepreço foi na contratação do trecho de Santa Cruz

A Procuradoria Regional da República da 2ª Região rejeitou nesta terça-feira um recurso impetrado pelos advogados das empresas Concremat e Tecnosolo, contratadas em consórcio, há dez anos para obras nas rodovias BR-101/RJ e BR-493 em Santa Cruz, zona norte do Rio, no acesso ao Porto de Sepetiba. A defesa tenta impedir a abertura do processo para julgar indícios dos atos de improbidade. De acordo com o MPF, foram causados aos cofres públicos prejuízos no total de R$ 121,6 milhões, com valores atualizados em 2014. Segundo foi apurado, o consórcio respondeu por um contrato de gestão ambiental e teria recebido por serviços não prestados.

Cidade é a única da Baixada que não atrasou salário nem cortou serviços essenciais

Único município da Baixada Fluminense que apesar da crise não fechou unidades de saúde, não cortou merenda escolar, vem mantendo os serviços essenciais e assegurando os salários em dia, Magé não terá carnaval oficial este ano e a população entendeu as razões. Tirando os que se posicionam contra qualquer coisa - não importando se a decisão seja acertada ou não, os partidários do quanto pior melhor-, a maioria bateu palmas para a decisão do prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael do Tubarão (foto). “Gostaria muito de assegurar os festejos do carnaval, mas não há recursos para isto. Nossa gestão está dando certo exatamente pelo fato de governarmos com os pés nos chão. Nunca atrasamos um mês de salário e estamos com a estrutura funcionando. Gastar com o carnaval neste momento seria um ato de irresponsabilidade muito grande de minha parte como prefeito. Felizmente percebo que a população entendeu e apóia a decisão do governo. A folia nunca será mais importante que a saúde, que a educação, que a limpeza urbana, enfim, que o bem estar da população”, diz o prefeito, que hoje administra com uma receita 40% menor. 

Aposentados não recebem, mas fornecedores sim

No dia 2 de janeiro o prefeito João Ferreira Neto, o Dr. João (foto), estufou o peito diante de uma câmera da TV Globo para dizer que tinha acabado de sustar cheques no valor de cerca de R$ 5 milhões, emitidos pelo ex-prefeito Sandro Matos em favor de alguns fornecedores, mas tudo pode ter sido apenas um jogo de cena. Informações passadas ontem por gente do próprio governo, dão conta de que pelo menos R$ 2 milhões do total anunciado já teriam sido pagos e alguns credores com faturas vencidas na gestão anterior também já teriam resolvido a vida. A suspensão dos cheques seria, afirmou o prefeito, para ajudar a por em dia os salários dos servidores ativos e inativos. Os funcionários em atividade até que receberam alguma coisa, mas os aposentados e pensionistas continuam a ver navios.

Transferência feita nesta segunda-feira é maior que a de janeiro

Quem acreditou na argumentação de que a Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu passaria a gastar menos com a redução do número de parlamentares de 29 para 17 da legislatura passada para a iniciada com a posse dos eleitos em outubro, se enganou redondamente. O repasse do mês passado foi de R$ 1.937.776,49 (OP 539, de 17 de janeiro de 2017), mesmo valor dos repasses mensais feitos no ano anterior e a transferência de fevereiro é ainda maior. Nesta segunda-feira, através da OP 734, foram creditados R$ 2.202.473,48 na conta da Casa, registrando um aumento de R$ 264.696,99 em relação ao valor do mês passado.

Nova Iguaçu arrecadou R$ 166 milhões em 48 dias

Há exatos 51 dias no cargo, o prefeito Rogério Lisboa (foto) ainda não deu um passo sequer em direção a reabertura das unidades de saúde que, segundo ele, estão fechadas por falta de recursos. Tem se limitado à choradeira comum aos que se deparam com problemas acima de sua capacidade de solução e até já ameaçou a fechar o Hospital da Posse. Entretanto, do dia 2 de janeiro até o final do expediente de sexta-feira (dia 17), o Fundo Municipal de Saúde havia recebido R$ 44 milhões, sendo R$ 39 milhões para financiar o atendimento de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar, além de mais de R$ 42 milhões em repasses constitucionais, incluindo FPM e royalties do petróleo, sem contar receitas correntes acumuladas no período, pouco mais de R$ 78 milhões, o que dá uma arrecadação de R$ 166 milhões, total recebido pela Prefeitura em 48 dias.