População de Macaé vai pagar a conta da Odebrecht
Belford Roxo não tem mais desculpa para calote em professores
Cooperativa não vai mais atuar em Mesquita
Quem fornece as notas, prefeito?
Ficha suja liberada em Saquarema

Região registra até agora R$ 4 milhões a menos que no mesmo período em 2016

Do dia 1º de janeiro até ontem os 13 municípios que formam a Baixada Fluminense receberam R$ 25.842,075,27 em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Em comparação com igual período no ano passado - quando os créditos somaram R$ 29.966,397,04 - registra-se uma perda de R$ 4 milhões, mas apesar da queda acentuada, não se pode dizer que os vencimentos dos professores estejam ameaçados, pois novos repasses ainda serão feitos até o final do mês. Em Mesquita, por exemplo, o prefeito Jorge Miranda afirma que o Fundeb é suficiente para cobrir a folha da Educação e que o mês de janeiro não será pago com atraso a nenhuma categoria do funcionalismo municipal.

Prefeito diz que meta é fazer a “melhor administração possível”

Faltando confirmar apenas o nome que irá substituir Antonio Morgado na Secretaria de Saúde, a semana se inicia com uma nova composição na administração municipal de Magé. Os titulares já foram nomeados e começam a atuar nesta segunda-feira (16). Para comandar a Secretaria de Obras, por exemplo, o prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (foto), escolheu o vice-prefeito Vandro Lopes Gonçalves. A pasta da Saúde passaria ser comandada pelo atual secretário de Governo, Miguelangelo Peligrino, mas ele optou por permanecer no mesmo cargo, podendo passar a titularidade a atual subsecretária de Morgado, Stella Mary Vidal. “Nossa meta é transformar Magé, fazendo desta a melhor administração possível e a prioridade é o povo do nosso município”, disse o prefeito.

Coopsege recebeu mais de 200 milhões e mesmo assim saiu devendo aos trabalhadores 

Amparada por uma decisão sui generis do Supremo Tribunal Federal, a Cooperativa de Profissionais de Serviços Gerais (Coopsege) atuou livremente em Mesquita nos últimos quatros e faturou mais de R$ 200 milhões dos cofres da municipalidade, fornecendo funcionários terceirizados que custavam ao município muito mais do que efetivamente recebiam no fim do mês, por conta de uma taxa de administração de 40% do valor do contrato. Só em 2016 a instituição recebeu mais de R$ 70 milhões, mas seus contratados reclamam da falta de salário e do não pagamento de direitos trabalhistas. A Coopsege, afirma o prefeito Jorge Miranda (foto), não vai mais ter contrato com o município.

Setor já dá sinais de recuperação na segunda semana da nova gestão

 

Desde o segundo semestre de 2016 sem realizar exames de alta complexidade, serviço essencial suspenso na gestão do prefeito Alcebíades Sabino, a Secretaria de Saúde de Rio das Ostras já garantiu 140 exames de tomografia computadorizada. Também foram retomados os exames de mamografia, com livre demanda para mulheres de 50 a 69 anos, os quais não estavam sendo realizados desde outubro de 2016. O município assegurou ainda a realização de 240 exames de densitometria óssea, que não eram feitos há pelo menos cinco meses. Os pacientes estão sendo encaminhados para clínica conveniada do Sistema Único de Saúde (SUS), em São Pedro D´Aldeia. De acordo com o secretário Marcelino Borba, em breve esses exames poderão ser feitos na rede municipal, pois os nos aparelhos de tomografia e mamografia serão consertados.

A "nota" da suposta maior fornecedora individual para a Prefeitura de Silva Jardim não tem valor fiscal

Farmácia que teria fornecido remédios comprados de outra pela Prefeitura de Silva Jardim tem CNPJ diferente e não fornece nota a cliente

Quem for à Drogaria Kanaã - nome fantasia da Drogaria F.P. Itaocara -, no centro de Silva Jardim, fizer uma compra e pedir o cupom fiscal vai ouvir do responsável que o computador-caixa está sem impressora. Se insistir vai levar para casa um papel sem validade alguma, com os nomes dos produtos adquiridos e os valores pagos, omitindo o número do CNPJ. A pequena loja do nanico município fluminense é citada como fornecedora de medicamentos para a Secretaria de Saúde, mas os pagamentos estão registrados em nome de outra empresa, a Farmácia Amaral de Itaocara, localizada a 240 quilômetros. Pelo que foi apurado até agora, a segunda empresa faturou mais de R$ 3,7 milhões na primeira gestão do prefeito Anderson Alexandre (foto), reeleito em outubro do ano passado e é a maior fornecedora individual de remédios para a Prefeitura, mesmo não sendo um atacadista do ramo, pois a atividade econômica registrada junto à Receita Federal é o “comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas”. Embora o “Itaocara” esteja presente na razão social das duas empresas, os números no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica são diferentes, o que exige pelo menos uma explicação do prefeito, sobre quem realmente está fornecendo e porque a Secretaria de Saúde está comprando de um varejista se poderia pagar bem menos nas distribuidoras que operam no atacado.