Saúde deixa de ser prioridade em Casimiro de Abreu
Rio das Ostras implanta o Orçamento Participativo Jovem
Empresa do ''apagão'' fatura em Friburgo sem licitação
18.5 seria a senha para a omissão em Nova Iguaçu
Casimiro de Abreu gasta cerca de R$ 1,3 milhão com servidores de fora

E deverá fazer o mesmo com os serviços de limpeza e portaria nas escolas

Beneficiadas com contratos no total de R$ 32,2 milhões, firmados sem licitação com a Prefeitura de Nova Iguaçu, as empresas Denjud Refeições Coletivas, JB Alimentação e Serviços e Prime Administração e Serviços deverão ter os compromissos renovados ainda esta semana por pelo menos mais três meses, com a gestão do prefeito Rogério Lisboa (foto) voltando a alegar situação de emergência para fazê-lo. O governo deverá dizer que as emergenciais são necessárias porque o Tribunal de Contas do Estado não teve tempo de analisar os editais, mas a história seria bem diferente: os editais teriam sido encaminhados com atraso ao TCE e com algumas irregularidades. O fato é que a Corte de Contas determinou a suspensão das três licitações que estavam marcadas para a semana passada e os avisos de "adiamento sine die" foram publicados do diário oficial do município no último dia 10.

Funcionários de outros municípios pesam na folha de pagamento

A Prefeitura não informa onde estão lotados, quantas horas trabalham por semana e a razão de não estarem atuando nos municípios para os quais prestaram concurso, mas em Casimiro de Abreu. Muito menos diz em que isso beneficia a cidade, cujos contribuintes lhes pagam salários, vantagens e encargos, desembolsando cerca de R$ 1,3 milhão por ano. O "eles" em questão são os 29 funcionários de outras prefeituras cedidos ao município com ônus para administração local, sem que esteja claro o motivo da disponibilidade. Além disso, a Prefeitura de Casimiro de Abreu cedeu 17 servidores e apenas quatro deles forram liberados com ônus para os governos que os receberam, o que sugere que a cidade governada por Paulo Dames (fotos) deve estar nadando em dinheiro.

“Flipapinhas” vai acontecer no dia 26

O Programa Municipal de Leitura, implantado pela Secretaria de Educação vai promover no próximo dia 26 a primeira edição da, a Flipapinhas, uma feira literária voltada para as crianças. O evento, que acontecerá na Praça Castelo Branco, a Praça da Fábrica, vai reunir, das 9h às 17h, vários autores. Entre as escritoras que já confirmaram presença estão Olney Silva, Fátima Reis, Sandra Lopes, Roza Palomanes, Susana Maria Fernandes e Ângela Bravin. Participarão da feira as editoras Paulus, Edur/UFRRJ, Carrossel, Zit e Florescer, apresentando várias obras, além de livreiros com preços acessíveis a toda população. A proposta é incentivar o hábito da leitura e também serão levadas informações sobre saúde infantil, com orientações às gestantes e mamães.

O prefeito Diogo Balieiro (esquerda) foi eleito prometendo o contrário do que vem fazendo desde que assumiu o governo em janeiro deste ano (Foto:Arquivo/Campanha)

Chamada de reforma administrativa, proposta do governo só beneficia os comissionados

Circular na contramão, atropelando as verdadeiras prioridades e os anseios dos servidores públicos municipais e da população em geral parece ser mesmo a escolha feita pelo prefeito de Resende, Diogo Balieiro Diniz, que uma semana depois de negar um pedido de reajuste salarial aos funcionários, alegando falta de recursos, enviou um Projeto de Lei para apreciação da Câmara, o que já está causando revolta junto à população e ao pessoal do quadro efetivo, que se encontra sem reajuste desde 2014. Caso os vereadores aprovem a proposta de Balieiro, a Prefeitura passará a ter em sua folha de pagamentos 74 agentes políticos de nível CSC com salários mensais de R$ 7.846,44 cada um. Isso é só um ponto entre várias mudanças que beneficiam diretamente os ocupantes de cargos de confiança, nomeados por livre escolha do prefeito que, por sinal, deixa bem claro ser esse um dos objetivos da proposta. "Com a referida alteração, foi possível priorizar o fortalecimento dos cargos de direção superior para o melhor controle e gerenciamento, que resultará em eficiência e eficácia nas atividades desenvolvidas pelos órgãos da administração direta e indireta", declara Diogo.

Flávio Berriel, era presidente da Câmara quando o cargo de prefeito caiu em seu colo no final de 2015 (Foto:CMA)

Além de distribuir material de construção prefeito é acusado de contratações em período eleitoral

Alguns dos que tiveram acesso à íntegra do processo no qual o prefeito Flávio Diniz Berriel, o Dezoito (foto) teve o mandato cassado pelo juízo da 34ª Zona Eleitoral vê poucas chances de ele vir a reverter a situação em instância superior e chega a apostar numa eleição suplementar, com os eleitores de Aperibé – uma pequena cidade do Noroeste Fluminense –, sendo convocados para eleger novos prefeito e vice. Além disso, a situação jurídica do prefeito que já vista como "muito delicada", pode se complicar com outro processo, esse pela suposta contratação irregular de pessoal, com a Prefeitura recrutando trabalhadores temporários em pleno período eleitoral. Dezoito, que assumiu o governo em dezembro de 2015, foi eleito no ano passado com 3.823 votos, uma diferença de 194 sobre o segundo colocado, o empresário Vandelar Dias da Silva, que concorreu pelo PSDB e obteve 3.629 votos. De acordo o que foi denunciado, Berriel contratou mais de 400 funcionários em 2016, pelo menos 80 em período vedado pela legislação.