Falta de transparência vira caso de polícia em Mesquita
Macaé esconde contrato emergencial de R$ 34,9 milhões
Resende municipaliza UPA, mas não fiscaliza frequência ao trabalho
Berço da história de Belford Roxo vai ser revitalizado
Arrecadação de Macaé dispara e a falta de material também

Transferências da Agência Nacional do Petróleo dobraram este ano relação a 2016

Durante todo o ano passado os repasses de royalties para Saquarema somaram pouco mais de R$ 30 milhões e o que já era visto como uma boa receita mais que dobrou no exercício deste ano. Embora a maioria dos municípios esteja sofrendo com quedas de até 50% nas transferências da Agência Nacional do Petróleo, a cidade governada pela prefeita Manoela Ramos de Souza Gomes Alves, a Manoel Peres (foto), está de cofres cheios. Só nos primeiros cinco meses deste ano a Prefeitura recebeu mais de R$ 29 milhões e a estimativa é de chegar ao fim do ano com uma receita - em royalties - de pelo menos R$ 70 milhões, perspectiva que, ao que parece, está mexendo com a cabeça da prefeita, que já comprometeu mais de R$ 4 milhões do orçamento de 2017 com a realização de shows e eventos.

A Prefeitura de Queimados marcou para o próximo dia 20 a Concorrência Pública 03/2017, pela qual pretende definir a empresa que ficará responsável pela coleta e o transporte do lixo, mas o problema, de acordo com alguns interessados em participar do processo licitatório, é a dificuldade em se conseguir cópia do edital para concorrer. “Na semana passada tentei três vezes e sempre me informaram que o sistema está fora do ar”, diz um deles. Atualmente a remoção está sendo feita pela empresa Força Ambiental, que tem sede em São João da Barra, no Norte do estado. Ela foi contratada emergencialmente em novembro do ano passado em substituição a Mississipi Empreendimentos – com sede em Rio das Ostras –, que alegou dificuldades financeiras para renunciar a um contrato, que pode chegar este ano a R$ 20 milhões.

Empresa desclassificada por não ter certidão de débito fiscal havia conseguido suspender o resultado de um pregão de mais de R$ 9 milhões

Em decisão proferida nesta segunda-feira, o desembargador Milton Fernandes de Souza, presidente do Tribunal de Justiça, derrubou liminar concedida pelo juízo da 2ª vara Cível da Comarca de Araruama em favor da Comercial Castanho de Alimentos, que havia recorrido contra o resultado de licitação para o fornecimento de merenda escolar. A empresa foi desclassificada por não apresentar certidão de quitação fiscal e resolveu barrar na Justiça o resultado do Pregão 022, vencido pela Agro Lagos Comercial. A licitação ocorreu no dia 12 de maio e a desclassificação da Castanho ocorreu por causa de um nada consta que havia sido expedido dois dias antes de a empresa requerer o documento, uma situação que complicou a vida do procurador geral do município, José Fernando Carvalho, que havia dado visto na certidão suspeita.

Mesmo com a Prefeitura arrecadando além do previsto o governo está deixando faltar papel higiênico e material de limpeza nas unidades da rede municipal de ensino

Enquanto a grande maioria dos prefeitos brasileiros está contando centavos para pagar as contas, o prefeito de Macaé, Aluizio dos Santos Junior, o Dr. Aluizio (foto), não pode reclamar da vida. A administração municipal fechou o primeiro quadrimestre com receita além do esperado, registrando uma arrecadação equivalente a 39% do total do orçamento para o exercício de 2017, fixado em R$ 1,9 bilhão. Entretanto, ao que parece, Aluizio não está sabendo tocar o barco, pois profissionais da rede municipal de ensino revelam que tem faltado papel higiênico e produtos de limpeza em algumas escolas, uma vergonha para um governo que não pode nem pensar em falar de crise, pois esperava arrecadar cerca de R$ 70 milhões com os royalties do petróleo e recebeu, entre 1º de janeiro e 30 de abril, R$ 143 milhões da Agência Nacional de Petróleo, órgão encarregado da distribuição dessa compensação financeira. De acordo com a prestação de contas feita na Câmara de Vereadores, a arrecadação apresentou no primeiro quadrimestre um volume de receita 17,9% acima do esperado, somando R$ 742,4 milhões.

Ele administra um dos municípios mais pobres do estado do Rio de Janeiro e ganha mais que o governante da rica Volta Redonda, que tem universo populacional 26 vezes maior

Santa Maria Madalena tem pouco mais de 10 mil habitantes, é uma das cidades mais pobres do Rio de Janeiro e está na 83ª posição no estado em relação ao número de moradores, mas o prefeito Carlos Alberto de Matos Botelho,  o Beto Verbicário (foto), recebe subsídio de gestor de cidade grande, ganhando mais, por exemplo, que o prefeito Elderson Ferreira da Silva, o Samuca Silva, de Volta Redonda, cidade que se encontra na 10ª colocação. De acordo com a Lei Municipal 2017 de 24 de junho de 2016, o subsídio do prefeito de Madalena para o período de 2017 a 2020 foi fixado em R$ 21 mil, enquanto a Câmara de Vereadores de Volta Redonda (que tem 260 mil moradores) aprovou vencimento de R$ 17.440,00 para o gestor local durante o mesmo período. Se Santa Maria Madalena ultrapassa Volta Redonda no quesito salário de prefeito, perde feio no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal medido pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Segundo a pesquisa, Madalena ocupa a 78ª posição no IDH-M, enquanto Volta Redonda está em 4º lugar.